sábado, 31 de julho de 2010

Lições Sonoras em Dose Dupla

Continuar - Oficina G3


 Abro os meus olhos já é de manhã
À noite é menor cada dia
Os dias às vezes parecem iguais
A guerra é minha rotina

Peço forças
Pra continuar
Peço forças
Prá poder lutar

Luto pra sobreviver
Com os olhos voltados pro céu
Espinhos me fazem sofrer
Resisto na luta com a graça de quem já venceu
Fecho os meus olhos a noite já cai
Começo a tratar minhas feridas
Olho pros céus com os joelhos no chão
Abro os braços pra graça divina
Peço forças
Pra continuar
Peço forças
Prá poder lutar

Nada vai nos separar do teu grande amor
Mesmo caminhando em dor, sou mais que vencedor

Tua Mão - Oficina G3 




Quando nada tem razão
O dia passa sem se ver
Parece estar tudo contra mim

Quando me encontro em aflição
Correndo sem ter direção
Eu penso que chegou meu fim
Quero sentir a Tua mão
Segurando a minha mão
Ouvir a Tua voz a me chamar

Vem apagar esta solidão
Me tirar dessa escuridão

Quero ter pra sempre a Tua paz
Nessa tempestade eu posso ver
A Tua presença e o Teu poder
Me sustentando em Teu querer


OBS: Só porque eu não fui capaz de escolher só uma entre as duas.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Existem dias em que está tudo bem.
Existem dias que não.
Existem dias que pode-se sorrir a toa
e dias em que o sorriso se faz uma máscara.
Existem dias em que tudo está perfeito
e outros dias em que nada dá certo.
Dias passam,
lágrimas caem
tudo muda...
Os extremos estão mais próximos do que se pensa.
Só é mais difícil enxergar o outro lado quando se está em um deles.

Existem dias em que as palavras não conseguem expressar
mas disfarçam muito bem.
Pessoas vão bem além das palavras... vãs.
É questão de tentar entender as entrelinhas.

E talvez você nem entenda o que acabou de ler.
Só porque não é mesmo necessário.

A Hora do Brasil (Banda Resgate)



OBS: Continuo "Resgatando"... e que Deus abençoe o meu País!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fã instantanea de... João Montanaro

____ Eu tenho mesmo essas manias.
Mas nem é mania, é gosto mesmo. Ver uma coisa boa e em 5 centésimos de segundo me apaixonar de vez. Pode-se dizer que eu me apaixonei pelo João Montanaro.14 anos e trabalha como chargista para a Folha de São Paulo e pra MAD (revista).
Desenhos são sim a minha paixão, mas esse menino é muito bom (eu não sou tão mais velha que ele). Charges atuais e inteligentes, com a dose certa de humor. Muito bom! É só ver alguns exemplos pra ter certeza disso...

Dá pra achar um monte dessas no blog dele. (e você sabe que pra ver melhor os desenhos é só clicar neles, né...)

OBS: Eu preciso dizer que essa primeira tirinha é a mais perfeita?!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Post Flash - Eu, eu, não!

____ Cheguei à constatação que falo muito de mim.
Minha justificativa é que devo falar do que entendo e portanto do que posso falar. E eu só posso posso falar por mim mesma.
Ainda assim acho que falo demais... posso falar de mim mesma só quando de fato precisar.
Porque o que eu preciso mesmo é aprender a ouvir.

Meu novo desafio: ser uma boa ouvinte.
Eu consigo. Trocar o eu por nós, ou simplesmente você. Deve dar mais certo parecer mais acolhedor.

Até porque nós é muito melhor que eu sozinha.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quando o fim vale a pena...

" Faça quantas perguntas seu desespero achar necessário,
mas não espere respostas.
Existem coisas que só com o tempo podem ser compreendidas.
Não aceitar isso só piora as coisas."

Isso acontece tanto!
Quantas vezes vivemos momentos difíceis, quase insuportáveis e absolutamente sem explicação. Quando levantamos as mãos pro céu e perguntamos "POR QUÊ, MEU DEUS?!". Não se veem saidas, nem propósitos. Por mais que o pensamento positivo e calculista tentem ser usados, lá no fundo bate um desespero.
É ai que o fim explica.
Depois de toda agunia, a calmaria dá sentido ao que passou.
Faz valer a pena o sofrimento.
Quando os fins explicam os tão tristes meios.

E quem disse que o fim é a parte mais triste?!
O fim é a melhor oportunidade para um recomeço.

Pensando assim dá até vontade de que ele chegue logo... mas DEUS sabe bem o que faz.
Confiar...



OBS: O que esse vídeo tem a ver com o que eu acabei de falar?! Nada...
Na verdade pode ignorar a música. Mas a história você só consegue entender bem no final...


=D

sábado, 24 de julho de 2010

Lições Sonoras - Tudo Certo (Banda Resgate)



Quanto mais eu vejo e sinto, mais espero o Teu querer
Quanto mais eu me aproximo, mais eu sei o que é viver
Quanto mais o mundo Te despreza
Mais eu paro tudo
Pra sentar na Tua casa, pra Te ouvir a vida inteira


Quanto mais Te sigo de perto
Mais seguro eu vou, tudo certo


Quanto mais o tempo corre, menos eu quero correr
Quanto mais o mundo esquece, menos eu quero esquecer
Quanto mais o mundo Te despreza
Mais eu paro tudo
Pra sentar na Tua casa, pra Te ouvir a vida inteira
Quanto mais Te sigo de perto
Mais tranquilo eu vou, tudo certo


OBS: Essa musica anda na minha cabeça a dias... deve ser porque eu resolvi "Resgatar" de vez! kkkk'

sexta-feira, 23 de julho de 2010

História do Congregacionalismo (da qual eu também faço parte)

Talvez essa não seja sua matéria predileta, mas a verdade é que entender a nossa história é saber quem somos hoje. E a nossa história como Congregacionais além de linda é também super interessante. É ela que nos faz ter orgulho de erguer essa bandeira. Então vamos entender, de uma forma simples e resumida...



Como começou o Congregacionalismo?

Em meados do séc. XVIII a Inglaterra passou por uma Reforma Religiosa*, fazendo com que assim os protestantes tivessem liberdade naquele país. Ainda assim, um grupo de irmãos se mostrou insatisfeito com a situação em que a igreja protestante tinha se colocado. Isso porque essa reforma foi promovida pelo rei da época, Henrique VIII, por razões pessoais e não por convicções de natureza religiosa*. Esse mesmo grupo de irmãos então separou-se da Igreja Anglicana (a igreja protestante em vigor) e se organizou como comunidades autônomas, conhecidas pelo nome de Independente, nome esse que antecedeu ao nome Congregacional.

Mas isso não pareceu agradar a todos... os irmãos separatistas (ou independentes) foram perseguidos na Inglaterra e então estabeleceram-se na Holanda. Dali partiram para os Estados Unidos, onde organizaram sua primeira comunidade Congregacional no novo continente, como extensão da igreja holandesa. Enquanto isso, mesmo sofrendo perseguições, muitos irmãos independentes permaneceram na Inglaterra e continuaram crescendo. E assim o Congregacionalismo espalhou-se pelo mundo, principalmente através das igrejas americanas.


E como chegou aqui no Brasil?

Através de um casal missionário abençoado, o Rev. Robert Reid Kalley e Sarah Poulton Kalley!

Ele era um médico e missionário escocês, de origem presbiteriana, que já havia pregado o evangelho em lugares como a Ilha da Madeira (possessão portuguesa na época, localizada no norte da África). Ela era uma missionária e musicista inglesa, de origem congregacional, professora de Escola Dominical e desde cedo muito envolvida com a igreja. Sarah foi a segunda esposa de Kalley (a primeira faleceu de tuberculose).

Depois de ler o livro Reminiscência de Viagem e Residência no Brasil, de Daniel P. Kidder, e um apelo que o autor fazia à Sociedade Bíblica Americana para o envio de missionário para as terras brasileiras, o Dr. Kalley sentiu arder em seu coração o desejo de vir trabalhar em nosso País. O casal desembarcou no Rio de Janeiro em 1855 e estabeleceu-se em Petrópolis, onde foi realizada, no dia 19 de agosto, a primeira Escola Dominical no Brasil em língua portuguesa. Esta data é considerada como da fundação do trabalho Congregacional em nosso País.

Naquela época o protestantismo ainda não era bem aceito no Brasil. Apesar das dificuldades enfrentadas, o Rev. Kalley conseguiu influência necessária para prosseguir com o trabalho (há até quem diga que ele era médico da família real!). Em 1858 foi então organizada a 1ª Igreja Congregacional no nosso país, a Igreja Evangélica Fluminense, que existe até hoje no Rio de Janeiro. E como bons missionários que eram, o casal Kalley abriu um trabalho em Recife, em 1873, a então chamada Igreja Evangélica Pernambucana, que também está lá até hoje.

Houve muitas conquistas para os evangélicos brasileiros, graças ao trabalho deles. Eles também deram apoio a outros missionários que chegavam ao país com o desafio de pregar o evangelho. Até que em 10 de julho de 1876, o casal Kalley mudou-se de volta para a Escócia, deixando aqui uma igreja brasileira auto-suficiente que cresceu e que mais tarde fundou a União de Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.


Fontes:

- Site da 34ª Associação da UIECB
- Wikipédia
- Convertendo Através da Música – “A história de Salmos & Hinos” de Douglas Nassif Cardoso
* Esse texto com mais detalhes poderá ser visto no blog da 34ª FEUAC em breve.

OBS: Fico roxa de orgulho dessa história... porque como congregacional que sou ela também faz parte da minha história da mesma forma que eu faço parte dela! Linda, linda, maravilhosa (sou babona mesmo!).




Deus tem nos abençoado desde o começo... e sei que será sempre assim! Em nome de Jesus!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Mariana Valente

Ok, que eu sou fã dela já nem é novidade (Malipi foi o único site que eu assinei o feed nessa vida..).
Os desenhos dela são lindos... sempre acabo postando aqui mesmo...


E tem tantos outros (o blogger não tá colaborando...). Gosto muuuito de tudo que ela faz... acaba sendo a minha cara!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Post Flash - Verdade Relativa?!

"Iludido Galileu!
A terra é quadrada...
e estamos a 5 passos do precipício." A.D.

OBS: Pasmem, ouvi isso vendo uma novela cômica... isso era pra ser cômico também, mas achei interessante.
Não sei quem escreveu, se o roteirista, o autor, ou alguém que não tenha nada a ver com aquilo, mas que foi muuito criativo foi, viu?! :)

domingo, 18 de julho de 2010

Post Flash - Semana do Rock e o meu rock

Dia 13 de julho, Dia Internacional do Rock, e eu tenho muitos motivos para comemorar... não, eu não sou roqueira, mas gosto MUITO dele.
Esses dias aproveitei para fazer merecer a data escutando todos os dias, cada dia numa pegada diferente. Acabei me lembrando de quando eu comprei meu primeiro cd...

Muito antes de gostar de ouvir, na verdade eu mal sabia que o rock existia naquela época (eu devia ter uns 9 anos). Um dia eu fui numa loja de cd's evangélicos com minha mãe e pedi um cd daqueles de presente.
Eu me lembro bem... eu só pedi, não tinha nenhum em mente, e ela disse que sim.
Só então fui procurar algum interessante... e eu achei:

 kkkkkkkkkk' Humanos - Oficina G3
Foi essa capa que me impressionou, e eu sem saber escolhi o cd que ia me mostrar uma coisa que eu ia levar pro resto da vida! Oficina, depois Fruto Sagrado, Catedral, Rodox, Resgate... e tudo mais com uma guitarra mais pesada e bateria no meio! E eu sou muuito feliz em saber reconhecer, pelo menos um pouquinho, do quanto isso tudo é boom!


Rock and me...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Amigos

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!

Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! 

A gente não faz amigos, reconhece-os."        Vinícius de Moraes

OBS: Raisa (amoura eterna), Serginho (irmão), Ênedy (pacote), Anderson (Oreia - eu n posso ver esse menino que viro criança denovo), Meire (amiga/lider), Erlanisson (DIACONO), Kelly (nega chaata), Dayane (DayÃO), Pessoal do IFS (já amo mesmo), Adriele (sempre, sempre aqui ♥), Juliana (sempre!), Junior (Xicó), e todo mundo que eu não lembro... o que seria de mim sem vocês?!

São as respostas de uma das minhas orações mais profundas...
Amo Vocês! 

Amores Sonoros - When I Look At You (Quando Eu Olho Para Você)

As vezes me vem esse romantismo, sabe?! kkkkkk'
Mas a verdade mesmo é que eu gosto da Bruna Rocha, e ela cantou essa musica no Raul Gil (conseguindo a melhor nota por sinal) e foi uma das melhores apresentações dela...



Mas ai eu parei pra ouvir a letra (porque da música eu já gostei bastante). E, apesar de romantica, é bem legal:


Todo mundo precisa de inspiração,
Todo mundo precisa de uma alma
Uma bela melodia
Quando a noite é longa
Porque não há nenhuma garantia
De que esta vida é fácil

Sim, quando meu mundo está caindo aos pedaços
Quando não há luz para quebrar a escuridão
É quando eu, eu, eu olho para você
Quando as ondas estão inundando o litoral e eu
Não consigo encontrar o meu caminho de casa
É quando eu, eu, eu olho para você

Quando eu olho para você
Eu vejo o perdão
Eu vejo a verdade
Você me ama por quem eu sou
Como as estrelas seguram a lua
Bem ali, onde elas pertencem e eu sei
Eu não estou sozinha

Sim, quando meu mundo está caindo aos pedaços...
 
Você parece como um sonho para mim
Como as cores de um caleidoscópio
Provam para mim
Tudo que eu preciso
Cada respiração que eu dou
Você não sabe
Você é lindo

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Crônicas de Nárnia


 Ok, ok.. nem eu entendo. Mas existem mesmo algumas coisas da infancia que nos marcam. Pra mim? Livros! Uma das coisas principais... Poliana Menina e Moça seriam ótimos candidatos ao lugar principal, até que apareceram 7 livros que me encantaram: As Crônicas de Nárnia, escritas por C.S.Lewis (gênio!).
Principalmente pelos temas cristãos que ele consegue abordar nos livros de uma forma sutil, mas ainda assim bem clara. Eu lia os livros e tirava lições, aplicações... e apesar das críticas sobre o assunto, os livros fazem um bem enorme a quem os lê de forma correta. Acho que foi o meu caso. Mas posso explicar como funciona (eu e o Wikipédia).

Aconselho ler esses resumos antes da leitura dos livros. Eu sei, descobrir partes da história assim pode parecer chato (spoiler, Ênedy), mas só sabendo disso você vai poder ler os livros com outros olhos... sabendo o que lá no fundo eles querem dizer...

 + O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa
Uma carta do autor dos livros revela a evidência clara e contundente da mensagem que Lewis quis passar através de As Crônicas de Nárnia. Esta carta, escrita em 1961, foi enviada por C.S. Lewis a um menino na qual lhe fala sobre suas histórias, e indica que Lewis quis representar Jesus Cristo de forma figurada com o leão Aslam. Nela, Lewis afirma que "toda a história de Nárnia se refere a Cristo".
Nessa mesma carta, Lewis diz: "Suponhamos que existisse um mundo como Nárnia, e suponhamos que Cristo quisesse ir a esse mundo e salvá-lo (como fez conosco). O que aconteceria então?". O mesmo Lewis responde a esta pergunta dizendo: "Pois as crônicas são minha resposta. Como Nárnia é um mundo de animais que falam, pensei em encarná-lo como um animal que fala. Dei-lhe a forma de leão porque se supõe que o leão é o rei dos animais; e também Jesus é chamado 'O Leão de Judá' na Bíblia". O conteúdo desta carta foi publicado em um livro que contém as cartas de C.S. Lewis.
A história foi inspirada em temas cristãos, tomando-os emprestados para serem ilustrados juntamente com algumas ideias do próprio C.S. Lewis. A história de O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa claramente aborda os temas do sacrifício de Cristo para remissão, e a sua ressurreição sob a figura do sacrifício de Aslam na Mesa de Pedra em troca da vida de Edmundo.
Mais paralelos podem ser identificados como a Trindade tendo Aslam como Filho, dado que além do sacrifício é citado o fato de que ele é filho do Imperador-de-Além-Mar, que este seria o Pai. Há ainda alusões a eventos do sacrifício de Cristo no sacrifício de Aslam, como a sua humilhação antes da morte, e as cortinas do templo rasgadas após a morte na forma da Mesa de Pedra sendo partida de um lado a outro.
Pode ser feita uma comparação no papel das crianças com o dos discípulos de Jesus colocando Edmundo como Judas Iscariotes (o traidor), e o rei Pedro como o próprio Apóstolo Pedro. As duas meninas também são as primeiras a ver Aslam ressurrecto assim como na narrativa bíblica.

+ O Príncipe Caspian
Um dos temas abordados neste livro é a apostasia na forma dos telmarinos conquistadores que tentam eliminar os narnianos originais e seus costumes, além de viverem sob o medo do mar pois é dele que Aslam aparece. Outro tema abordado é a fé em um Deus que é invisível, pois as crianças (exceto Lúcia) inicialmente não conseguem ver Aslam quando ele faz a sua primeira aparição, mas conseguem vê-lo depois quando acreditam que Lúcia o está vendo.
Outro dos temas centrais do livro diz respeito à fé e às atitudes dos narnianos, principalmente do Príncipe Caspian, o qual, não crendo/dependendo do auxílio de Aslam (que no livro aparece como um mito, como muitos entendem o Deus cristão hoje), busca libertar Nárnia por suas próprias mãos. Falhando sempre, só vence quando reconhece sua incapacidade de fazê-lo, e quando admite a sua necessidade de Aslam, já que é por ele e a serviço dele que devem lutar (e não por Nárnia).

+ A viagem do Peregrino da Alvorada (filme em dezembro!!)
Apesar da história deste livro estar menos envolvida pela temática cristã, ela se destaca por conter uma referência muito direta sobre o propósito das Crônicas de Nárnia.
Uma das referências cristãs é a transformação no caráter de Eustáquio, que depois de ser transformado em dragão, acaba por se arrepender do comportamento que teve desde que tinha chegado a Nárnia. Esta transformação é selada num cerimonial de batismo em que Aslam pede que Eustáquio deixe a pele de dragão para trás, representando o nascimento de uma nova criatura. (essa parte do livro é linda!)
Também fica claro que isso é algo possível apenas com a ajuda de Deus, e impossível apenas com a força humana, sendo explicitado quando Eustáquio tenta se livrar da pele de dragão sem sucesso, conseguindo-o apenas quando o próprio Aslam usa suas unhas para arrancar a pele dele. Por final ocorre o batismo que como o próprio Eustáqio relata: "A princípio ardeu muito, mas em seguida foi uma delícia", relatando a dor de deixar as coisas do mundo, mas se alegrando com a nova vida.
As outras referências estão no final do livro, quando Edmundo, Eustáquio e Lúcia atingem o fim do mundo e são recebidos por Aslam que assumiu a forma de um Cordeiro, uma forma bíblica de se referir a Jesus. Em seguida, ao revelar para Edmundo e Lúcia que não poderiam mais voltar para Nárnia por estarem crescendo, Aslam revela também estar em nosso mundo. Então completa:
"Estou, mas tenho outro nome. Vocês têm que aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei à Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor."
Esta frase explicita de forma muito direta o propósito com que C. S. Lewis está colocando a temática cristã dentro das Crônicas de Nárnia.
Alguns cristãos tomam a liberdade de estabelecer um paralelo entre a história de Eustáquio com a história de Paulo de Tarso, narrada na Bíblia nos Atos dos Apóstolos. Tal comparação se baseia na mudança que Paulo passou de perseguidor descrente, para líder e pregador.


+ A Cadeira de Prata
(OBS: não aparecem os personagens habituais... só Eustáquio, do livro anterior. Foram para lá ele e sua amiga Jill. Entender mesmo, só lendo! :D )
Esse livro guarda uma semelhança com a parábola do semeador, contada por Jesus no Novo Testamento da Bíblia. Jill encontra Aslam logo na sua chegada em Nárnia, e ele a faz guardar para si alguns objetivos a serem cumpridos durante sua jornada, os quais ela acaba por não cumprir por esquecimento, com exceção do último.
Fato semelhante acontece na vida dos cristãos, que guardam para si vários objetivos a cumprir justamente por serem cristãos; mas por estarem sufocados pela vida diária, acabam por descumprir ou esquecer vários deles.
Nesta crônica ainda podemos perceber como a Feiticeira Verde cega e domina o príncipe, tal como Satanás faz o mesmo com as pessoas, ao colocar cargos de poder e de luxo para cegar o coração dos homens.

+ O Cavalo e seu Menino
(OBS: Apesar de ser o quinto livro, ele foge da ordem de leitura. Isso porque CSL não escreveu os livros na ordem cronológica da história. Como eu já disse... só lendo pra entender!)
A história deste livro lembra sutilmente a história bíblica de Moisés. Tanto Shasta (o menino do cavalo) quanto Moisés foram encontrados na água e criados por pessoas que não foram seus pais, trazendo grande libertação aos seus compatriotas quando cresceram: Moisés aos hebreus, e Shasta aos arquelandeses.
Também é deixada a mensagem de que Deus está nos acompanhando continuamente, o que fica evidente quando Aslam aparece para Shasta dizendo que ele o estava acompanhando quando andava na beira do abismo, ou quando ele foi parar na praia da Calormânia quando era ainda bebê.

+ O Sobrinho do Mago
(OBS: Esse sim é o primeiro livro na ordem de leitura, apesar de ter sido o sexto a ser escrito. Fala sobre o nascimento de Narnia!)
São claros os paralelos traçados entre o livro bíblico de Gênesis, pois temas como a criação, o pecado original, a fruta proibida e a tentação, ficam claros no enredo da história. Como ocorre nos outros livros de 'As Crônicas de Nárnia, estes temas são apresentados de maneira que possam ser facilmente entendidos, possibilitando que crianças que já conheçam a história da criação não tenham dificuldades em acompanhar a história.
Não há referências ao "Imperador de Além Mar", que é o pai de Aslam, como ocorre nos outros livros da série, sendo uma alegoria para Deus, pois quem cria o mundo de Nárnia é o próprio Aslam, encarado como alegoria para Jesus, filho de Deus. De certa forma isso não cria contradição, pois se encaixa bem com a visão do Novo Testamento na qual Jesus é agente da criação, e também é o próprio Deus encarnado e tornado homem (Santíssima Trindade).

+ A Última Batalha
(OBS: Esse sim, foi o último e é também o último na ordem de leitura... o nome deve deixar isso claro.)
A Última Batalha aparece para finalizar o conjunto de paralelos bíblicos presentes em toda a série. Do mesmo modo que O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa está relacionado ao Evangelho, e O Sobrinho do Mago com a Criação, este livro está relacionado com o Apocalipse, mostrando a destruição de Nárnia e a revelação da Verdadeira Nárnia, onde todos passariam a eternidade.
Há inclusive um paralelo entre o Anticristo e o velho macaco. Na Bíblia, o Anticristo é também chamado de falso profeta, papel que o velho macaco assume ao se dizer suposto porta-voz de Aslam, usando o inocente amigo burro para isso.
Também são tratados outros temas, como o julgamento, a morte, a salvação e a eternidade. Todos os habitantes de Nárnia são julgados e apenas aqueles que são considerados justos e virtuosos ganham o direito de ir para a Verdadeira Nárnia através da porta aberta no ar por Aslam.
No livro também se percebe indicações àqueles que deixam de acreditar em Deus para dar atenção aos prazeres (Suzana). E no juizo final também é perdoado aquele que, mesmo vivendo uma vida em "pecado", se arrepende verdadeiramente e tem a chance da vida eterna na Verdadeira Nárnia (Emeth).


Nem dá pra saber tanto da história pelo que eu passei ai em cima... mas quando ler, quando entender do que eu falei, você vai perceber tudo o que CSL quis dizer quando resolveu escrever aquilo. É lindo!


(e TENHO que ler tudo denovo urgentemente...)

domingo, 11 de julho de 2010

Ele...

Um dia eu disse que acreditava Nele...  
e Ele preparou uma festa para mim.
Um dia eu disse que queria conhecê-lo melhor...  
e Ele fez de tudo para que isso acontecesse.
Um dia eu percebi o quando Ele me fazia feliz...  
e Ele, mesmo sendo tudo que é, sentiu a mesma felicidade.
Mas um dia eu me entristeci, e chorei...  
e foi Ele quem me ofereceu consolo.
Um dia eu me esqueci de poderia contar com Ele... 
mas Ele nunca se esqueceu de mim.
Um dia Ele falou comigo, mas eu me recusei a ouvi-lo...  
mas Ele continuou a falar comigo.
Então um dia eu disse que era impossível...  
Ele me disse "Eu sou o Deus do Impossível".
Eu disse que não conseguiria passar pelas dificuldades...
e Ele me disse "Vai, porque Eu estou contigo!".
As vezes eu parava de caminhar...
mas Ele me pegava pela mão.

Um dia eu percebi tudo o que Ele já tinha feito (e continuava fazendo) por mim,
e percebi que havia encontrado tudo o que precisava.
Percebi que Ele também estava disposto a ser o melhor amigo de qualquer um que o aceitasse, como uma vez eu fiz...
percebi que não poderia ser egoísta a ponto de negar esse amor aos outros.


Sabe, eu não tenho tudo o que quero...
mas Ele me dá tudo o que eu preciso.
E isso, absolutamente, me basta.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Flash Post - ...

"Mas quando dizem que Cristo afronta a filosofia,
mesmo que seus pensamentos nos levem à reflexão mais profunda,
é simplesmente porque, muito além dos pensadores  
que simplesmente questionam,
Cristo é capaz de nos dar todas as respostas..."

OBS: ♥

Lições Sonoras - Esse é o meu desejo (Clamor pelas Nações) -- de fato!



Quero ser verdadeiro, me esvaziar de mim
Quero ser alguém, meu orgulho deixar
Quero ser alguém, um dia
E tudo entregar, meu Rei, meu Rei
Quero ser pleno, ter um propósito em mim
Quero ter virtude, minha mente purificar
Quero ser livre hoje, e tudo entregar ao Meu Rei



Este é o meu desejo
Este é o meu prazer
Este é o meu desejo
Usa-me, Senhor


Quero ser verdadeiro, me esvaziar de mim
E o meu coração queima por Ti
Minha vida é só para Ti...

... Tua vontade em mim.


Em minha vida posso ver
Toma-me, eis-me aqui
Sei que há muito mais aqui dentro de mim
E não há o que fazer por Teu grande amor
Então dou minhas mãos

USA-ME

OBS: Eu poderia marcar toda a letra dessa musica, porque ela é a tradução da minha oração mais profunda. Tudo, tudo... o que tenho, o que sou e o que eu quero ser, quero acima de tudo entregar a Ti, Senhor!
Até porque não haveriam mais motivos além de alegrá-Lo com a minha vida... 

e sinceramente, não existem outras palavras...

Que assim se faça em minha vida, e seja lá para o que for: Usa-me, Senhor!