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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Oi, menina. Tudo bom?

Você já tem 24, passou bem rápido. E hoje você lembrou que quando tinha 10 não achava que chegaria até aqui. Tudo certo, chegou e quase todos os exames apontam que está tudo bem.

Mas você parou de desenhar o seu mundo.
Trocou as cores das canetinhas pelos tons monocromáticos do dinheiro que te sustenta.
Vendeu sua paz, mas continua menina. Então tá tudo bem.

Você tem um aparelho de jantar lindo que ainda não pode usar.
Você tem um apartamento maravilhoso onde não pode morar.
Todos os seus amores estão distantes e a essa hora da noite a sua companhia é a saudade de quem não pode ver.
Você tem uma vida linda tão pertinho, mas que ainda não pode viver.
E aí vive por tudo o que não consegue ter, mesmo que tendo.

Sua agenda tá cheia de compromissos mas sem nenhum horário disponível para cumprir um deles.
Porque pelo visto não demorou muito para finalmente entender que tempo é dinheiro. E a falta de dinheiro te afasta de tudo o que você queria e você corre tanto atrás... mas sua falta de tempo te faz ficar cansada demais para se lembrar das coisas que fazem valer a pena.

Engraçado isso. Quando se está cansado, não há espaço na cabeça para as boas lembranças e sensações. Mas tudo o que é contrário toma conta. E mesmo não fazendo sentido, você sofre.

Mas tenta não sofrer. Espera.
Não se acostuma com essa dor que não te traduz. Mas espera.
O caos vai passar, sempre passa. Você não passa.
Você não.


sábado, 7 de maio de 2016

Carência invisível?

É um assunto complicado.
Eu fui criada num colo, recebendo muito amor e pouco mimo. Louvo a Deus por isso, porque essa base boa é a fundamentação pra muito do que eu entendo sobre o que é amor e o que é amar.
Mas nem todo mundo concorda com esse entendimento, certo?
Claro, nenhuma criação é igual a outra, as conclusões também são igualmente diferentes. Mas o confronto delas - principalmente quanto a um assunto tão profundo - podem gerar essas frustrações que infelizmente nos perseguem.

A minha demonstração pública ignorada.
Os carinhos costumeiros que deixaram de existir.
O gesto que era carinhoso e que hoje parece mecânico.

Dói.
Mas o que fazer quando não se entende?
O que fazer quando isso não importa?
:(

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Um texto desajeitado que me mostrou como ser eu.


Cá estou eu, no alto dos meus 23 anos recém completados e com toda a falta de completude que me acompanha desde que me lembro (rs).
Não é por mal... Sempre tive dificuldades em me ajustar e sempre me senti como a pecinha que não me encaixava. Mas também isso me trouxe boas consequencias.

Acho que o motivo é minha lentidão em processar todos os fatos.
Não aceito ter minhas ideias processadas por ninguém, então quem não entende não me aceita.
A uns dez anos atrás eu era a única que não via graça do Júnior irmão da Sandy (e hoje todas as minhas coleguinhas devem me dar razão). A uns cinco, eu era a que fazia pouca questão em vestir as roupas da moda. A uns dois, a única mulher com cara (e comportamento) de moleque na empresa. E a uns dois minutos atrás percebi que em relação as esquisitices... passaram-se as estações, nada mudou.
E isso é tão reconfortante!

23 anos, e eu ainda me sinto uma boa menina que ainda aceita de presente um lindo livro de colorir (mas tem que ser com aquela caixa de lápis de cor massa da Faber Castel!). Mas dessa vez sou também mulher que finalmente começou a entender o que é, o que faz e o que pode fazer para melhorar.
Com todas as ligações e rupturas que tive na vida - entre outras pessoas e comigo mesma - fui construindo e desmoronando essa criatura desajeitada. Que, ainda que desajustada, sabe que um dia terá o seu lugar já preparado.Afinal, meu lugar nunca foi aqui.

P.S.: Saudades desse blog... rs

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Vão me julgar


Eu sei lá.
Só que eu não vejo graça em saber o nome de todas as lojas de roupa e sapato do shopping.
Quando preciso de alguma coisa, vou naquela de sempre (a mais barata, de preferencia) e compro.
Também não aprecio me debruçar sobre o leque de cores dos batons de uma loja e escolher a cor da moda que combina com a minha pele... quando eu quiser uma cor diferente (pode ser azul) eu dou um jeito de ficar do jeito que gosto.
Eu gosto de maquiagem e cada dia que passa gosto menos.
Se o preço é eu não ter jeito de menininha, fazer o quê?

E a vida inteira me disseram que os dias mais felizes da minha vida seriam a formatura, o casamento e o nascimento de um filho.
Apesar de não poder comentar sobre o último, tenho criado pontos de vista diferentes sobre esses momentos.
Conseguir terminar um curso de quatro anos é tão recompensador... me ajudou a definir uma boa profissão pra mim e hoje posso dizer que tenho meu próprio dinheiro. Dinheiro esse que é suado e não tenho vontade de gastar numa coisa tão passageira quanto uma festa, desculpa.
Vão-se os brilhos, fica a experiência, as amizades, o conhecimento. Prefiro o ativo permanente.
Quanto ao casamento, porque uma festa fenomenal se o mais importante é tão simples?
Encontrar um amigo, parceiro, um porto é realmente um fato a ser comemorado... mas muito mais especial que a festa e os noivinhos do bolo são os dias que viveremos juntos.
As conquistas do dia a dia, o aprendizado mútuo, essas coisas que Deus dá de graça (e pela graça) pra gente. O amor que sentimos não se define no número de convidados, ou no preço do buffet. Então pra quê tudo isso?

A vida é mais do que a gente publica. É mais do que as fotos e vídeos que postamos nas redes sociais da vida... porque rede vazia não alimenta ninguém.
Na voz do meu Mestre, posso recolher os melhores presentes, encontrar amigos valiosos e sorrisos verdadeiros. Mesmo que eu não seja a mais linda, rica ou glamourosa. Eu sei que tenho o meu valor, porque meu barco está sempre cheio.

Talvez eu esteja certa, não é?

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Tic.


       Dia desses me olhei no espelho e, além da maquiagem borrada, reparei num relógio estranho que marcava um tempo descompassado. Sem números e com ponteiros demais, marcava e remarcava o tempo de uma forma quase incompreensível. Alguns ponteiros eram de movimento quase imperceptível; outros mal se podiam controlar. E em meio a tantas voltas, o zumbido do relógio tilintava num som familiar. O som vinha de mim. No lugar do "tic-tac", o "tum tum" do coração.
   Me peguei notando pequenos detalhes. Como, apesar de aparentemente novo, estava gasto e corroído. Parecia ter sofrido algumas quedas, haviam alguns arranhões, mas ainda era um aparelho admirável. Por um tempo pensei que houvesse saído do futuro, já que nunca havia visto nada igual... mas não. Seu tempo era o de agora, mas sua órbita era improvável. Não era possível programar uma rotina através dele, como se faz com relógios comuns. Seu descompasso o tornava imprevisível. Provavelmente marcava apenas a hora do inesperado.
     Enquanto olhava, me vieram à mente as sensações ruins que meu peito carregava. A tristeza de sonhos não realizados, o lamentar das falsas expectativas, o arrependimento e dores de cicatrizes que ainda doiam. Senti o peso dos meus pecados. Me veio o amargor de pensar que não vivi como deveria... que gastei minha tão recente juventude pensando em coisas que não me realizavam. O relógio pareceu correr mais rápido. Me veio o medo de que se quebrasse, de que parasse de repente e o tempo acabasse.
   Num ímpeto, fechei os olhos. Família. Amor. Amigos, mesmo que poucos. Misericórdia de um Deus. Senti parte do peso ceder e cheguei a sorrir. Trabalho, me garantia ter o pouco que tinha. O suficiente. Irmãos, mesmo sem laço sanguíneo. Amor. Amor... lembrar do amor que tenho guardado no peito era o que fazia meu coração se acalmar. E o relógio, como numa dança, o acompanhava. E mesmo de olhos fechados, aos poucos podia sentir que seu descompasso ia fazendo cada vez mais sentido.
     Mas talvez eu tenha caído no sono.
    Ao abrir os olhos, não havia nada no espelho além de um reflexo raso. 
    E o calor no peito me fez perceber que rasa assim também é a minha vida. Porque não posso prever o futuro que me espera, nem posso garantir quem chegará a alcançá-lo. 
E o que eu sou no meio de tudo isso?
Talvez seja o som do relógio que bate.
Talvez o cruzar de ponteiros inexplicáveis.
De uma coisa eu sei.
Sou pelo compasso de um Relojoeiro que me traz sentido.


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Diário de Viagem - Retrospectiva 2013



Ai, esse ano bateu preguiça.
Preguiça de voltar atrás e relembrar tudo porque até o dia 31/12 tudo o que conseguia pensar era em como eu estava cansada... pois bem, nada mais justo para retratar o ano que passou.

Porque 2013 foi um ano muito especial sim, mas também muito estressante.
Porque toda a rebeldia que eu resguardei durante a adolescência floresceu e se direcionou toda para os problemas aparentes da faculdade... ai 2013 foi o pior ano acadêmico de todos, mesmo conseguindo uma média legal na maioria das matérias. Nunca me senti tão feliz em estar de férias! kkk' O que é extremamente curioso, uma vez que eu costumava sentir saudades (a última retrospectiva deixava isso bem claro). Hoje já não sou tão harmoniosa e ganhei fama de encrenqueira, mas vou tentar melhorar... afinal É O ÚLTIMO ANO (glória a Deus, aleluia!). Claro que vai ser tensa toda a história de TCC, mas vou tentar focar no lado positivo.

 Mas, como eu disse antes, foi um ano muito especial.
Porque Deus me permitiu descobrir coisas novas, e viver experiencias maravilhosas! No bom e velho (e cansativo) lado profissional, mudei de serviço 3 vezes! kkkkkkk' E começou sofrido, mas enfim pude a oportunidade de assinar minha carteira! Na área que eu gosto, com gente legal e maravilhosamente do jeito que eu pedi quando saí da AR: setor fiscal de um indústria. E foi muito importante toda essa fase de transição... aprendi que não existe empresa perfeita, e que devo manter minha humildade mas sempre me posicionando de forma que não fique para trás. É! Mundo capitalista, meu caro!
Mundo capitalista e moça virando gente grande.
Não é fácil essa coisa toda. É tudo tão corrido e as vezes a cabeça dá um nó... mas desse jeito eu me permito sonhar também. Sonhar em finalmente me virar e conseguir conquistar algumas coisas pra mim.

Isso também acabou me afastando daquela vida legal que eu tinha... passei a ter menos contato com gente que tanto gostava, mas o carinho, a admiração não se isentaram em mim. Vou ver se dou um jeito de voltar às boas de vez em quando...

E agora eu também sou namorada de alguém! \o/
Assim, de surpresa, ele veio e consegue me fazer feliz de forma mais que crescente e de um jeito que eu nunca fui antes. De fato, ele encheu esse ano passado de sorrisos... e me enche de esperanças de anos futuros ainda mais incríveis. Blz, que feliz ele sempre me fez, mas ele também sempre foi especialista em me fazer surpresas agradáveis (incríveis mesmo).

E no saldo final, pela misericórdia de Deus, o resultado foi positivo.
Apesar das olheiras, da cara de cansada, e do emburramento eventual, cresci e fui feliz.
Perdi o medo de escuro e estou ganhando coragem para enfrentar a claridade do dia a dia.
Ainda levanto cedinho de manhã pensando em alguma brincadeira que faça valer a risada do dia.
Ainda amo e sinto tudo de bom que sentia, mas agora com raizes mais firmadas.
E com todas as dificuldades vou reaprendendo a caminhar, tentando guardar o mesmo coração de menina, tentando formar a cabeça de uma mulher.

Eu sei, eu sei, é só o começo... que venha o novo! :)

domingo, 3 de novembro de 2013

E que se fechem as cortinas.



De tudo que tenho o que não quero é olhar pra trás (porque sei que um dia vou olhar)
e sentir na boca o gosto do arrependimento pelo mal feito.
Pelo não dito.
Pelo não sentido.
Pelo não.
Apesar de aceitável em tantas situações, em muitas outras através dele me enrubesço e emudeço que meu coração pulsa a cada batida.

Então que, em todas as oportunidades que me caiba, eu sinta, diga e faça, na ordem que meu coração quiser.
Que eu sinta saudades
Que eu chore e grite
Que eu reclame e opine
Que eu expresse o meu amor
Quantas vezes forem necessárias, quanto tempo for preciso.

Que eu me livre das cargas pesadas do orgulho e do ressentimento,
Que meu peito flua leve como a brisa, mas composto de sentimentos verdadeiros e densos.

Porque o tempo passa e cada minuto perdido é uma chance que se vai.
E na contagem final, eu só preciso saber que eu pude me mostrar através da minha própria vida.

sábado, 12 de outubro de 2013

Eu criança.



Hoje fui para a casa de tia Maria. Gosto do bolo de cenoura com chocolate que ela faz, e do ovo frito. Hoje no almoço ela não fez ovo frito, mas eu queria. Não fiz nada, só falei isso do meu jeito. Mas a mamãe achou feio e brigou comigo. Depois que comi tudo ela me olhou com aquela cara que eu não gosto e falou pra eu sair da mesa. Fui brincar de computador no quarto do tio e fechei a porta. A porta tinha uma chave grande, bonita, ai eu virei algumas vezes para ver como era, depois fui aperta os botões do computador, coisa que o tio nunca me deixava fazer porque achava que eu ia quebrar tudo.
Passou um tempinho e a mamãe veio atrás de mim, bateu na porta, fez barulho e depois parou. Passou um tempinho mais curto, e eu comecei a ouvir a voz dela  me chamando, mas não dava pra entender direito. Eu tentei abrir a porta, mas não deu. Então ouvi a voz dela do outro lado. É que da janela grande do quarto dava pra ver a outra janela grande que ficava na sala do apartamento. Tia Maria morava numa casa que ficava em cima de outras casas, bem no alto. E mamãe apareceu chorando na outra janela. Depois papai, tia Maria e Tio Carlos também apareceram. Eu quis ir pra perto deles, mas a porta não abria, então eu percebi que era só pular para a outra janela. Era um pouquinho longe, tinha um buraco no meio, mas eu acho que dava. Que nem o coelho fazia no desenho. 
Falei isso para a mamãe, mas ela chorou mais. Papai disse que não, e ela repetiu. Voltaram a bater na porta e eu fiquei confusa... era só pular e pronto! Eu costumava pular na escolinha pra pegar o lanche do coleguinha quando ele tentava pegar de volta. Mamãe ficou conversando comigo para tentar me distrair, eu acho. Estava começando a ficar chato, até que veio a melhor parte. 
Começou a vir da rua um barulho alto, de polícia e de repente vários homens com uma roupa engraçada apareceram lá embaixo e na janela da sala. Mamãe ficou conversando com eles alguma coisa q eu não entendi. Ai eles armaram uma coisa bem grande, parecia uma vara gigante e  foram empurrando da janela da sala até bater na janela do quarto. Depois colocaram umas cordas e o homem grande veio por ela e chegou no quarto do computador, falou comigo rapidinho e abriu a porta. Eu não sei como ele conseguiu, porque eu tentei várias vezes e não consegui abrir. Mamãe veio correndo e me abraçou, chorando, chorando, chorando, que nem eu choro quando o papai me dá uma surra se eu quebro algum vaso da sala.

Foi um dia legal, mas seria mais divertido se eu tivesse pulado.

*Baseado em fatos reais... eu devia ter uns dois anos. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Post Flash - A bela e a fera.


Acho que fui eu mesma que já disse uma vez que a beleza “está no coração de quem sente”
O tempo passou, e eu continuo acreditando nisso.

Entender é fácil pra mim: basta me olhar no espelho.
Porque passada a fase “coisinha fofa da mamãe” o reflexo pode causar efeitos que vão da admiração ao espanto e até mesmo à indiferença. Lembro de crescer sem me importar muito com o fato de não ser a garota mais bonita da turma, apesar de me sentir sozinha às vezes (porque o patinho feio sempre tem que andar sozinho?).

Na igreja sempre fui a “nora perfeita”, mas isso tinha muito pouco a ver com a minha beleza (ou a falta dela). Ser uma adolescente comportada e educada causa uma impressão e tanto, já que nessa idade qualidades como essas são cada vez mais raras. E meus pais me ajudavam bastante nesse quesito de chamar a atenção dos outros, é verdade. Até mesmo quando tudo o que eu queria era não chamar a atenção de ninguém.

Cresci mais um pouco e fui para faculdade. A novidade? Lá, aparentemente, eu tinha recebido o status de “gatinha”. Meu pai se tornou o “sogrão” dos rapazes da turma, e eu fui obrigada a ouvir piadinhas em forma de cantadas de vez em quando. Apesar de na minha cabeça as coisas continuarem as mesmas, a quantidade de elogios se tornou mais irritante do que agradável. Pra mim, o espelho ainda não revelava nada demais.
E demorou muito até que acontecesse. 

Me arrumar, vestir uma roupa bonita, pentear direito os cabelos e usar maquiagem foram ações que ganharam significados diferentes ao longo do tempo, mas nunca fiz nada para que enfim reparassem em mim. Não adiantaria, assim como nunca adiantou, chamar a atenção dos outros em relação à minha “beleza” se eu não desse o mínimo crédito a ela. Talvez por isso sempre me senti mais lisonjeada ao receber elogios que se referissem à minha inteligência, educação ou qualquer outra coisa que não pudesse ser reparada somente à primeira vista. Não que eu me conformasse em pensar assim. Houve mesmo o tempo em que tudo o que eu queria era ser diferente dos demais, especial em algum aspecto.
Mas o tempo passa e a gente cansa de tentar ser outra coisa além de si mesmo.

Foi quando descobri o quanto me sinto bem (e bonita) em situações especiais... para ser mais específica, diante de pessoas especiais. É involuntário, mas muito evidente. 
Dependendo dos olhos de quem me vê, não me permito ter motivos para me maquiar ou esconder os meus defeitos, literal e figuradamente. 

Eu realmente gosto disso.

sábado, 24 de agosto de 2013

Chata sem galocha.



A pose de boa moça e fofura plena é puro disfarce, vou logo confessando.
Sou boa moça, sim, mas de um jeito todo meu. As besteiras que penso e falo são só minhas e não é todo mundo que entende. Quando quero irritar, sou ótima! Quando quero ser cínica, melhor ainda. Algumas vezes prefiro fingir que não entendi a ter que esboçar minha opinião, mesmo que isso me custe fazer o papel de boba. Tanto faz, sempre gostei mais de ser vítima a ser vilã. De qualquer forma, não sou uma vítima pacifista. Posso até me dar mal, mas vão me ouvir meu burburinho (e se incomodar bastante com ele). Até porque o verbo "incomodar" é um dos que conjugo melhor. Sou chata, principalmente quando me esforço para isso, e tenho muitas, muitas manhas. É quem sou!

A pose de boa moça e fofura plena não é pura pose, é a minha tentativa de ser melhor.
Porque sei dos meus defeitos e prefiro não os aceitar passivamente. Me esforço para fazer feliz a quem eu amo, e para amá-los da forma que merecem. Tento ser um pouquinho mais parecida com o que a Bíblia me orienta ser, mesmo que não seja das tarefas a mais fácil. Tenho minhas convicções, minhas certezas. Elas que me formam e me direcionam, e me afastar dessa Verdade sempre acaba me custando muito. Mesmo sendo boba, chata, barulhenta, e quase quase insuportável (as vezes minhas reações expõem as bagunças que sinto, quando não consigo disfarçar), lá fundo tudo o que quero é fazer o certo. Não é fácil, talvez estranho, mas é quem eu sou.

(A graça é a dúvida de quem é. Pra mim é só batalha diária mesmo.)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

No Mundo da Luna


Tudo bem, não sou tão velha mas já passei da fase de imaginar as coisas fantasiosas.

Sei que o mundo que tenho pra viver (pelo menos por enquanto) é mesmo este, e é nele que vou ter de
encarar os desafios - aqueles que me impõem e os eu que eu mesma me faço cumprir.
Sei que a pessoa perfeita que eu gostaria de ser não existe, mas que em compensação existiu alguém que se dispôs a me dar uma chance. E uma das poucas certezas que tenho é de que ou é essa a chance na qual me agarro, ou nada do que eu faça terá resultado verdadeiro.
Sei portanto que não posso esperar perfeição das pessoas. E que de que fardo essa conclusão me livrou!
Acredite ou não, passei a enxergar atos de sucesso em situações que pra muita gente é coisa boba... aprendi a valorizar meus amigos da forma que merecem, mas sem cobrar coisas que não podem me dar. Acontece com gente que é naturalmente incrível, sem muito esforço.
Sei que o tempo passa rápido, mas passa do jeito certo. No fim das contas o Regulador cuida para que tudo acabe exatamente do jeito que tem que ser... então pra quê pressa boba? 
Apesar de ser sempre pragmática e me antecipar nas agonias da vida, lá no fundo a exclamação me alerta de que tudo que era para ser foi. O futuro a mim não cabe, nem que eu me permita sofrer um pouquinho por ele.
Porque mesmo sem saber o que vem por aí, ainda me permito sonhar...
Os sonhos que foram feitos para ficar na minha cabeça;
Os sonhos de gente que sonha bem mais bonito que eu (e que eu tento fazer o que posso para colaborar);
Os sonhos que vão me servir de alguma coisa lá na frente
e o sonho que me persegue e me guia: o de ser feliz e acabar assim, sendo assim, pela eternidade que espero.

Fantasia é coisa que ninguém mais entende, sonho também, perfeição também.
Então me deixa viver com os pés no chão e a cabeça na lua...
Numa lua bem mais real do que você possa imaginar.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

;)


Foi depois de anos de conselhos e sugestões, depois até do carinho, do pedido e do beijo.
Naquele dia em que você me olhou assim, daquele jeito predileto meu, e que eu desmoronei. 
Não me pergunte os maiores detalhes, ou como fui reparar que tinha sido assim. 
"A gente não faz ideia de como mudou até que a mudança já tenha acontecido"*
E aconteceu assim, meio sem quê, meio sem jeito, mas do jeito certo pra me fazer cair... em mim.

E não foi como se todas aquelas músicas bregas fizessem sentido. No fim elas fazem tudo, menos explicar o que sinto quando te vejo. Lá no fundo me parece tudo tão igual... o mesmo gosto em fazer piada das coisas que te deixam encabulado (mas bem de leve, se não eu fico encabulada também), e a graça de me fazer de lerda propositalmente - sqn - pra te fazer sorrir. A mesma felicidade em te ver de longe, no lugar de sempre na rodoviária. A mesma intensão de viver contigo pra sempre, de um jeito ou de outro.
Mas mudou. E foi mesmo sem jeito, se não não seria jeito nosso.
Foi quando olhar pra você - e te ver olhando pra mim - se tornou um dos meus passatempos prediletos. Quando ficar assim do seu lado, em silêncio mesmo, passou a ser o programa perfeito para um fim de semana. Quando sei lá porque do seu lado eu me sinto a pessoa mais linda do mundo, colocando a cara na rua sem nem um pouquinho de maquiagem! Quando a saudade, nossa companheira de longa data, deixou de só doer e passou a fazer companhia no meu dia a dia e minuto a minuto.

A parte de te amar não é novidade, nem pra mim, nem pra você, nem pra ninguém (talvez para uma única pessoa).
A novidade é te amar assim, desse jeito que eu duvido que alguém adivinhe, justamente por que eu nunca vou ser capaz de explicar. Porque eu te amo amando, e só. E por amar quero você pra vida inteira, seja no agito de um transito em fúria ou no tédio de uma cidadezinha chata.

E mesmo que seja cedo demais, mesmo que seja novo... adianta mesmo fazer segredo da bendita certeza que me afeta?

E sejam feitas as provas, que se revire o mundo, que seja visto no que vai dar.
No fim das contas o final do texto é sempre igual: B³, meu amor. Eu te amo!



*extraído de "O Diário de Anne Frank"

terça-feira, 25 de junho de 2013

bum...


Não é definido, nem definitivo. Mas acontece.

A mente aborta todos os bons fluidos e dá a luz a milhares de interrogações desconexas sem nenhum sentido, que emaranham tudo num bolo de confusões e angústia. É acontece.

E não é como se a vida não estivesse boa. A vida é boa por ser vida, qualquer coisa além dela não seria possível. Então não é assim. É só aquela fase de transição em que você quer que TUDO aconteça ao mesmo tempo, do jeito, da forma e no movimento que você mais deseja  e anseia, como se todos os outros fatores relevantes não passassem de pedra de tropeço.

E é tudo tão obtuso que um paragrafo como esse só entende por quem passa ou já passou por isso.
Tudo bem.

Sei que lá no fundo a confusão é faísca que saem de olhos que se abriram mais um pouco. Como se mais um pedacinho do mundo fosse redescoberto, mas não como se isso fosse necessariamente bom. Mas, sabe como é, simplesmente acontece. E tem que acontecer.

Achei que a essa altura já não precisasse passas pelas mesmas crises dos 16, mas achar qualquer coisa ultimamente não tem me valido de nada.

E a minha mais sincera vontade é fechar os olhos e me entregar às surpresas do dia a dia.
Só que falta confiança em contra mão da vontade. Sei do que posso, só não sei se serve.

Mas, eu sei, vai acontecer.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Enjoadinha


Controle em tentar entender que nada te satisfaz (nem o mais satisfatório) pelo simples fato de que, nesse momento, você perde o controle se se entregar aos seus hormônios.
E por toda a vontade de jogar tudo pro ar, você fecha os olhos, respira baixinho e lembra do que importa. De quem importa. E você importa.
E, ainda assim, ainda existem as malditas situações em que tudo importa muito pouco.
E se permitir abrir a boca, soltar o verbo, franzir a testa, fechar o tempo.
Sem nem ao menos sentir muito, se arrepender.

Mas você não é assim.

A situação que te faz.
Seu corpo sem controle te faz.
Sua intuição desregulada te leva... até onde?

Tenta lembrar de novo. Foco, espírito.
Porque é difícil, e as vezes fica ainda mais.
Ouvir sair de sua boca palavras que você sequer tem certeza de que se cumprirão.
Ouvir de sua mente aquilo tudo o que está por acontecer.

Respira, medita. Coloca a cabeça no lugar. Mas agora não.

Mas no fim tudo passa, tudo acaba. Você volta a si dando adeus às letrinhas insuportáveis...
TPM.



sexta-feira, 1 de março de 2013

Amor nas veias e no coração


Foi em casa que eu aprendi a teoria da sobreposição do amor. 
Observando meus pais e descobrindo aos poucos todos os defeitos tão latentes deles, e em meio a tudo isso descobrir que existe muito mais a descobrir - sobre eles e sobre tudo.
Depois me disseram que isso era "ver o lado bom das coisas", mas eu sempre convivi com isso de um jeito tão natural que simplesmente me é estranho ver alguém ser pessimista ao ponto de se negar a enxergar.
Não é que a vida seja perfeita... nunca foi. E é claro que todos temos nossos momentos de ponto cego.
E já passamos cada perrengue... preconceitos, contradições, falsas impressões, julgamentos, falta de dinheiro (quando nunca?!) e falta de amigos.
Talvez fosse a pior das situações. Achar que se podia contar com alguém e no fim perceber que estava enganado. Gostaria muito de dizer que isso só aconteceu uma ou duas vezes...
Mas mesmo quando a coisa apertava, o bicho pegava, e a gente não via mais pra onde correr, nosso maior alento era justamente em ver que estávamos juntos, apesar de tudo.
É fácil. Só jogar amor por cima.

Foi esse amor incondicional que nos trouxe até aqui e que nos manteve de pé.
E lá no fundo facilitou muito as nossas vidas... porque quando um ficava estressado demais, ou falando demais, os outros fechavam os olhos e se lembravam que aquilo iria passar, que era importante suportar.
Quando algum dos três se revoltava e queria desistir, era outro que segurava a rédea e seguia em frente.
Quando algum desafio novo acontecia, os três sentavam e organizavam o plano tático para passar por mais aquela do jeito que tinha que ser: juntos.

E mesmo quando minha mãe fica atacada (acontece com frequência 'kkkk);
E mesmo quando meu pai resolve jogar tudo pra cima e deixar pra lá;
E mesmo quando eu tenho minhas crises de mal humor insuportáveis,
enxergamos o amor construído ao longo desses 20 e poucos anos e conseguimos sorrir.

Não quero que fique parecendo que é tão fácil... não é. Mas encarar isso já se tornou habitual, como deve ser.
Nossa pequena grande família é tudo o que eu quero ser e ter, mesmo quando ela vier a crescer mais um pouquinho.

Prazer. Família Amor Rodrigues.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Coisa que gosto...




é de sorriso que vem com a alegria dos outros;
é de piada mal contada por quem é engraçado só de olhar;
é daquelas horas em que a gente passa em frente ao espelho, encarnando todos os personagens que só tem graça viver assim, por alguns segundos;
é de ficar sozinha (ou pelo menos de pensar que estou) e poder ligar o som que eu gosto, na altura que meus ouvidos e batimentos cardíacos merecem;
é de pensar naquele lanche predileto e então poder encará-lo face a face;
é um cineminha (num bom cinema) no fim da tarde, eu comigo mesma, vendo o filme que esperei meses para assistir;
é reler aquele livro antigo, pela 4ª ou 5ª vez, e descobrir detalhes que você nunca tinha percebido antes;
é deitar na cama, falar com Deus, e sentir como se Ele estivesse te ninando mais uma vez;
é encontrar lugar aberto, com cheirinho de mato e sombra fresca, com espaço cheio de novidades aos olhos;
é ver de longe uma pessoa que eu amo tanto e não vejo a tanto tempo... e então percebo o quanto o amor cresceu enquanto o tempo passava;
é de virar a noite conversando com gente divertida e inteligente;
é de ouvir aquele solo de guitarra irresistível que me faz quase (só quase) chorar;
é de pensar em que está pensando em mim naquela hora;
é de ficar sonhando acordada com alguém;
é de saber que pensaram em mim para alguma coisa;
é falar sobre aquele assunto que eu amo/entendo;
é ter ideias novas pro coitado do meu blog;
é de lembrar daquilo que me dá esperança;
é ver o tempo passar e mudar tudo de uma vez, de um jeito tão maluco, que a gente olha pra como era e não acredita em como tudo ficou diferente;
é de conhecer gente nova;
é reafirmar a amizade consolidada com os velhos amigos;
é de encontros nostálgicos;
é aquela comida que SÓ a minha avó sabe fazer;
é de quem me arranca suspiros e olhares;
é de lembrar das bobagens que eu fiz (e não repetiria) com a graça de quem já amadureceu - ou não;
é de fazer você sorrir de verdade.

eu gosto de gostar. E você?!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Bifurcação


E eu fico me perguntando por quantas vezes vou ter que passar por isso novamente...
Essa agonia, esse remelexo no peito, que faz a gente questionar as coisas em volta e parar na bifurcação da encruzilhada, de novo e de novo. É o que me faz reconhecer aqueles momentos de novela em que os personagens ficam mudos, se olhando, por longos segundos, enquanto uma trilha dramática tenta exprimir a tensão em algumas notas. Praticamente tudo igual, sendo que o enredo futuro não pode ser encontrado em alguma página da internet.

Como se não bastasse, então os velhos sonhos vêm a tona travando o velho duelo com as conquistas já realizadas. A vontade de jogar tudo pra cima e se aventurar no novo se depara com o bem estar da comodidade. 
Sabe, não foi fácil chegar aqui. 
Porque não é tão simples chegar a esse ponto.
Não foi tão simples conquistar o pouco espaço que tenho.
E amar o que tenho, ou até mesmo ter alguma coisa pra amar, me rendeu bastante esforço.

E então a vontade... Se pelo menos alguém gritasse me mandando esquecer essa história.
Mas ninguém grita, ninguém fala, porque não depende de ninguém além de mim.


e não, essa história  não tem fim.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Diário de Viagem - Retrospectiva 2012.


"Certo. A gente só percebe que cresce depois que olha pra trás.
Vira assim, de cantinho, como quem não quer voltar, mas se delicia com as lembranças boas que veem à tona. E quando voltam aqueles momentos que não foram tão bons assim, conseguimos sorrir ao lembrar que agora são um pouco mais que águas passadas... porque apesar de distantes, eles nos acrescentaram, e muito.
Mas a gente também entende melhor as coisas quando olha para os lados.
Quando nota que nessa vida não se pode ficar bem sozinho. Bons mesmo são aqueles sorrisos que nasceram para ser compartilhados, e divulgados em alto e bom tom. Bom mesmo é sentir as marcas das horas dispensadas em situações bobas e não planejadas, que refrescam a mente e alegram o coração. Bom mesmo é ganhar e renovar amizades, fazer florescer amores e sentir que foi capaz de marcar a vida de alguém.
Até que enfim olhamos pra cima, e lembramos a partir de onde tudo aconteceu.
E então aquela gratidão gostosa nasce no peito e toda uma vontade incontrolável de sorrir ao se lembrar do quanto somos bem aventurados em ter, talvez não tudo que se queira, mas tudo o que é preciso. Bem aventurados em ser e crescer sendo quem somos. Em olhar pra dentro de si e encontrar alguém que nos agrade.

2012 foi um ano de redescobertas, e as águas do rio já não são as mesmas da visita anterior. E é isso o que mais nos enriquece.
Porque datas são mera burocracia de calendário... Mas quem somos permanece e se perpetua."




Chega aquela hora em que a gente faz a viagem de volta pra fazer lembrar o que o antigo ano novo nos trouxe. E dessa vez minha história veio mais recheada de bons sorrisos. Vai ser bom voltar.

2012 foi um ano engraçado, sabe.
Conheci, descobri, reafirmei, desconstruí e amadureci. Tudo ao seu tempo, de uma vez só e de forma muito evidente. Fica complicado resumir tudo assim, mas eu preciso tentar.

Porque esse ano finalmente me confirmei como profissional. Ok, ainda não sou A PROFISSIONAL... mas que fique registrado que desde 2 de Maio desse ano eu dei o meu primeiro passo. Foi e tem sido muito, muito especial. Aprendi o que é ser contadora e sim, me apaixonei. Dei adeus às inseguranças e sigo firme no curso que, cada dia mais, tenho a confirmação de que foi o que o Senhor já tinha preparado pra mim. Porque continuo feliz naquela faculdade, ainda mais próxima dos meus colegas/família e encontrando ainda outras pessoas especiais por lá. Há, não dá pra esquecer a FTC MESMO. kkkkkkkkk' Fiz até a minha primeira final... mas eu não preciso me lembrar disso.

Ah... eu conheci pessoas maravilhosas. Esse blog que o diga. Porque graças a eles as coisas aqui acabaram mudando também. Amigos novos, que saíram eu até hoje não sei de onde, e que fizeram o meu ano infinitamente mais delicioso (Nossa! Mesmo com tudo, teria sido um saco sem vocês!). Amigos que pegaram a fila da distribuição de talentos no mínimos umas 189 vezes e que me ensinaram a ver até as coisas que eu faço de um jeito diferente. Ninguém ainda conseguiu me convencer a cantar (Raisa bem que tenta), mas tomei mais tento das loucuras que escrevo. As pessoas gostam! E eu, mesmo sem entender, fico feliz com isso! Então, meu queridíssimo blog também teve um papel importante.
Aproveito para declarar todo o meu amor aos meus bons e velhos amigos... esses que deixam os anos passar, mas não permitem que nosso amor se modifique (bem, talvez cresça um cado a cada vez). Amo, amo muito todos eles. E como amo...

E na parte da desconstrução, sigo por aí. Quebrei muita cabeça pra chegar num estágio que eu sei que ainda não é o final, mas é um começo. Minhas manias xiítas ficaram para trás, ou pelo menos 85% delas. Mas ainda penso no que os outros vão dizer e ainda sinto a maldita mania de perseguição. Pelo menos sou consciente... espero que isso acabe logo. 
Durante todo o processo pensei em tanta coisa... desde absurdos à coisas que guardo comigo até agora.
Senti sentimentos novos, antigos, e até mesmos alguns que nunca deixei de sentir, mas que se intensificaram, se tornaram diferentes.

Comecei a prestar atenção nos olhares e voltei a desconfiar enquanto sustento a cara de desentendida.
E ainda assim tive que aprender a crescer. O grande problema com essa parte é que é o tipo de coisa que só se percebe realmente depois de algum tempo, quando você se toca que finalmente aconteceu. Então sabe Deus em qual retrospectiva eu vou poder dizer alguma coisa do tipo... Só que ao mesmo tempo insisto em querer alguma coisa desse jeito bobo/desentendido meu permaneça. Não sou como os outros e não espero acabar me tornando. Então, desculpa sociedade!

Vamo parar de falar bobagem.
Esse ano também foi tempo de novidade... Igreja nova (literalmente) e novos desafios! Foi interessante acompanhar essa nova fase do ministério dos meus pais. E ainda sendo tudo mais complicado, cheio de novidades e desafios, tem sido TÃO BOM respirar um ar novo! Porque Deus sabe o que eu passava ao entrar numa... tá, deixa pra lá. Tem sido ótimo, é o que importa.

Esse ano houveram menos crises, graças a Deus. Em compensação, alguma coisa como uma fobia estranha... Mas no fim, quando chega a hora da apuração dos dados e do fechamento do balanço, o meu coração super confirma o saldo positivo.

2012 termina chato pra mim (queria estar na estrada), mas se concretiza muito lindamente.
Porque não, o mundo não acabou. E eu estou feliz.

E se esse é o só o começo... que venha 2013! :) 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Meus meninos.

De todas as coisas, momentos e pessoas pelos quais passei, não posso me esquecer seriamente daqueles que me transformaram nessa tragédia romana que me tornei (eu tenho que rir enquanto escrevo). Não, não é uma verdade literal, mas ainda assim uma verdade. Lembro muito pouco da minha vida antes de conhecê-los      isso acontece de vez em quando em relação a algumas pessoas      mas tenho quase certeza que antes era alguma coisa parecida com "menininha boba, fofa e carinhosa que amava a tudo e a todos sem exceção". 
Bom, é claro que as coisas não mudaram tanto assim. Mas mudaram.
Lembro do dia em que entrei na sala de aula (porque eu não tinha dinheiro pro lanche e não tinha colegas/amigos dispostos a dividir alguma coisa comigo) achando que ficaria melhor sozinha. Ao ver o carinha esquisito sentado na minha cadeira, tive certeza de que não seria possível. Sem fazer questão do lugar ou de encrenca, peguei minha bolsa e sentei em outro lugar, tudo em silêncio. Foi então que o infeliz se levantou, rindo, e sentou do meu lado "Tem problema você pegar um lanche pra mim na cantina?". Eu devia mesmo ter cara de idiota. Eu até pensei em fazer alguma careta, mas eu já disse que era bobinha demais. Sorri e perguntei o porquê. "Estou esperando alguém, não posso sair" e enquanto respondia, me passava uma nota de R$10. Não questionei o valor alto, ele não devia ter troco. Eu era a única pobre da sala, de qualquer forma. Perguntei o que queria, fui até a cantina e voltei, com o lanche e com o troco. E, adivinhem, só tinha o infeliz na sala. Fiquei com raiva, mas engoli o sapo. 
"Cadê o seu? Não deu tempo de engolir tudo, não é possível!"
"Meu o quê?"
"Eu te dei R$10. Dava pra você e pra mim!"
"Mas você não disse nada"
"Não achei que precisasse..."
"Desculpa, eu não ia pegar seu dinheiro assim."
"Tá, mas o troco é seu."
Eu aceitando dinheiro de estranhos? Definitivamente ele era estranho. E o pior é que todos na sala achavam que a gente se parecia (até hoje devem pensar que a gente armava pra dizer que não eramos irmãos de verdade). E, no fim das contas, ele voltou a falar comigo no dia seguinte. E no outro. E no outro.
Dias depois as coisas em comum apareceram, as diferenças ainda mais. A revolta por saber que eu só ouvia Oficina G3 e o prazer em me mostrar o som pesado que curtia. E eu curti também. Pouco tempo depois nos tornamos num pequeno bando, e eu era a única garota. A garota que ganhou na escola a fama de "sapatão" e ao mesmo tempo de "periguete", e que no fim das contas era só a "doidona" mesmo.
E ao longo de alguns meses, me permiti todas as traquinagens sadias que nunca tinha feito na vida! Tirar onda da inspetora, ouvir música alta nos intervalos, fazer piada dos outros, arranjar "namoradas" pros amigos, fazer apostas bobas e ganhar sempre, falta uma aula ou outra pra assistir algum lançamento no cinema. E eles me ensinaram a tirar proveito da carinha de boba, a me defender me fazendo de desentendida, a rir dos meninos, a nunca acreditar que é verdade, e a fazer de tudo pra ser superior aos meros sentimentos ("não a todos, só aos meros!"). De tudo muito pouco se aproveita, é verdade, mas no meio da bagunça, aprendi a chorar de rir, a ser espontaneamente engraçada do jeito mais bobo, e a ser uma amiga melhor... ou pelo menos uma amiga qualquer. Porque eles foram minha primeira referencia de amizade. E foram eles que me transformam em muito do que sou hoje, com as qualidades e os muitos defeitos.

Meus meninos. Esses que me divirto em fingir não conhecer (mas eu já to enjoando dessa brincadeira) e que  estão sempre disponíveis quando preciso de alguma zoação extra.

Eu não me lembro de ter dito alguma vez. Mas, é, eu amo vocês. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ao fechar os olhos


Eu sonho...

Uma viagem pra um lugar distante, passando pelo trajeto mais lindo. Por entre as árvores, posso imaginar todas trilhas incríveis que poderia atravessar, e talvez atravesse na viagem de volta. O vento no rosto é inspirador. O rádio ligado tocando aquela música divertida, com harmonia nostálgica que traz aos olhos o brilho dos bons momentos. Lembro dos amigos e abro um sorriso, quase sem querer.
A paz de espírito faz aquela cosquinha gostosa no pé da barriga, enquanto se mistura à ansiedade de chegar ao  meu destino. E lá conhecer novos lugares, novos sorrisos, novas sensações.
E tirar fotos de todas as bobagens que tiver vontade.
E dançar ao som da música de um lugar legal.
E jogar sorrisos pelos cantos.
E ler, num lugar sossegado, aquele livro que só pode ser bem assimilado em situações assim.
E lembrar de quem eu amo, e provavelmente correr para procurar o telefone.

E depois voltar.
Com novo rosto e novo espírito.
E dar lugar a um novo sonho. :)

Eu sonho.