Meu Deus sabe, eu sei lá o dia mas Ele sabe, quando eu me apaixonei pelo meu menino.
Uma paixão dessas que não precisa de chamego, de beijo ou de romance...
mas paixão que vem da admiração, da empatia, e que precede um sentimento mais nobre que se garante ter.
E por mais que eu repita, que eu me refaça, me reitere, não como escapar do momento em que meu coração cedeu.
E eu continuo escrevendo, pensando, falando, porque talvez seja uma das coisas mais bonitas que eu tenha em mim.
Ou porque talvez seja bonito tudo o que há nele e fica guardado em mim.
Porque meu menino não mede o sorriso... ele ri inteiro.
Meu menino fecha os olhos para conseguir enxergar tudo, e me enxerga de verdade.
Meu menino que pensa sozinho e ajuda tanta gente a pensar por si.
Meu menino que abraça com o carinho do mundo todo e faz todo mundo se sentir especial, sem nem mesmo bajular ou esbanjar palavras bonitas.
Meu menino já passou de menino e se tornou um homem.
Um homem que ainda sorri, olha, pensa e abraça com a mesma energia de um menino.
Homem que me completa e me desfaz.
Homem que eu amo, e que quero pra sempre.
Pra sempre sendo meu.
sábado, 2 de maio de 2015
Meu menino.
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Pra Quem Guardei Meu Amor
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Palavras de uma tola.
Ele revirou os olhos, me deu as costas e se afastou.
E seu silêncio me golpeou o estômago. Já não era a primeira vez - sequer a segunda ou décima - que me ignorava daquele jeito e, com o passar dos episódios, o que antes era uma revolta divertida passou a doer mais que o necessário.
E eu já não sabia mais o que fazer.
Nessa troca de papéis, nunca soube atuar como uma coadjuvante desprezada. Desde quando o conheci, quando ele me viu pela primeira vez, era de mim que partia o primeiro “adeus”. Era ele quem fazia malabarismos para me provar o que sentia, o que pensava, sonhava, planejava para nós dois. Era ele quem se desdobrava para tentar me convencer de que seu amor podia (e provavelmente merecia) ser correspondido. Mas eu sempre discordei.
E ele foi paciente... Nesse joguinho de tantos anos, nunca precisei me esforçar para que pudesse tê-lo ao meu lado. Ele faria qualquer coisa para atrair minha atenção e, confesso, muitas vezes me aproveitei disso. Talvez desde o princípio.
E tantas pessoas me disseram que isso aconteceria.
Que ele se cansaria e me deixaria de lado. Que quando o perdesse enfim veria que também o amava e já não haveria mais tempo. Que estava sendo má, e o universo iria refletir em mim tudo o que estava fazendo com ele. Blá blá blá. Nunca menti, nunca o iludi e sempre fui muito clara: eu não tinha interesse. Mas se ele insistia, se ele queria, que mal havia?
Deviam mesmo ter razão. Ao vê-lo deixar a porta entreaberta ao sair, percebi que sua displicência me jogava num vazio desconhecido. Como louca, me viciei nas suas palavras macias, na sua disposição em me fazer sorrir, seu carinho inconseqüente e talvez principalmente na imagem que fazia de mim. Um ideal que eu sabia ser impossível alcançar, mas que me ensoberbecia por saber que existia, pelo menos para ele. Até o dia em que a miragem se desfez e começou a se esvair por nossas mãos.
Não sei se ele deixou de ser o mesmo ou se finalmente voltou a si. Mas eu... eu sutilmente desfaleci. Em abstinência, me desesperei em tantas loucuras, que meus artifícios para atraí-lo provavelmente o afastaram mais. E dentre todas as insanidades, lhe rendi o beijo que um dia ele tanto sonhou. Um beijo que o fez entender, na frieza dos meus lábios, que jamais poderia amá-lo.
Estavam errados.
Ao vê-lo partir, o que ardia em mim não era amor, sequer paixão. Era a necessidade da atenção que só ele conseguia me dar. E quando não se preocupou em fechar a porta, deixou a frieza da sua ausência entrar... e eu já não tinha o que me aquecer.
Diante daqueles segundos, percebi que não sou tão boa em conclusões. Não houveram lições a serem aprendidas e eu já não era capaz de assimilar um “ponto final”. Me restaram o silencio e a espera. Em me tornar um pouco menos medíocre ou, pelo menos, me render à minha ingratidão. Quem sabe quando surgir outro infeliz que ocupe o lugar dele eu enfim descubra.
OBS: Eu sempre quis entender o que se passava na cabeça de uma dessas infelizes e, principalmente, se eu já fui uma.Ou não.
As vezes você pode ser inocente sobre seus próprios erros, mesmo que isso não lhe isente de merecer o sofrimento que eles lhe acarretam.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Post Flash: Galáxia Particular.
Não, mesmo olhando pro céu, mesmo sentindo o arrepio das estações que passam, eu não tenho uma noção natural de como a terra se move e como a lua vai e vem.
Ainda assim aqui, parada, sou obrigada a segurar as náuseas das voltas que dou e que a vida me dá.
Numa rotina de satélites que tenho e do pequeno satélite que sou, por pouco não me perco nessa via láctea de momentos, sentimentos e sensações que me movem e me tornam.
As voltas do dia-a-dia, todos iguais, mesmo acordar e dormir, mesmo tic-tac do relógio, mesmo sono.
As demolições e reconstruções que me machucam e me fazem crescer.
Os desencontros, as desavenças, as mágoas e frustrações... e os sorrisos expontaneos que brotam por qualquer motivo, fazendo minha fênix resurgir, insistente.
Tantas voltas e ainda tanto a aprender.
Eu sei quem me move.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Vão me julgar
Eu sei lá.Só que eu não vejo graça em saber o nome de todas as lojas de roupa e sapato do shopping.Quando preciso de alguma coisa, vou naquela de sempre (a mais barata, de preferencia) e compro.Também não aprecio me debruçar sobre o leque de cores dos batons de uma loja e escolher a cor da moda que combina com a minha pele... quando eu quiser uma cor diferente (pode ser azul) eu dou um jeito de ficar do jeito que gosto.Eu gosto de maquiagem e cada dia que passa gosto menos.Se o preço é eu não ter jeito de menininha, fazer o quê?E a vida inteira me disseram que os dias mais felizes da minha vida seriam a formatura, o casamento e o nascimento de um filho.Apesar de não poder comentar sobre o último, tenho criado pontos de vista diferentes sobre esses momentos.Conseguir terminar um curso de quatro anos é tão recompensador... me ajudou a definir uma boa profissão pra mim e hoje posso dizer que tenho meu próprio dinheiro. Dinheiro esse que é suado e não tenho vontade de gastar numa coisa tão passageira quanto uma festa, desculpa.Vão-se os brilhos, fica a experiência, as amizades, o conhecimento. Prefiro o ativo permanente.Quanto ao casamento, porque uma festa fenomenal se o mais importante é tão simples?Encontrar um amigo, parceiro, um porto é realmente um fato a ser comemorado... mas muito mais especial que a festa e os noivinhos do bolo são os dias que viveremos juntos.As conquistas do dia a dia, o aprendizado mútuo, essas coisas que Deus dá de graça (e pela graça) pra gente. O amor que sentimos não se define no número de convidados, ou no preço do buffet. Então pra quê tudo isso?A vida é mais do que a gente publica. É mais do que as fotos e vídeos que postamos nas redes sociais da vida... porque rede vazia não alimenta ninguém.Na voz do meu Mestre, posso recolher os melhores presentes, encontrar amigos valiosos e sorrisos verdadeiros. Mesmo que eu não seja a mais linda, rica ou glamourosa. Eu sei que tenho o meu valor, porque meu barco está sempre cheio.Talvez eu esteja certa, não é?
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sábado, 2 de agosto de 2014
Lições Sonoras - Entrega (Daniela Araújo)
O bem que eu quero, não faço
O mal que não quero, faço e refaço
Mas chega o dia em que a gente decide não insistir nos mesmos erros
É quando a gente percebe que o tempo não esperou, que o passado não se consertou
Quando eu esperei em alguém perfeito de presente, eu ganhei um espelho
E agora lava-me, purifica-me! Sei que tudo que eu quero está em Ti
Eu me entrego... Sem reservas eu me entrego, eu me entrego por completo
Fazendo de aparências minha religião, criando guerra em nome da razão
Vivendo de verdades incompletas em nome de um passado, de uma tradição
É quando a gente percebe que não estamos certos, que, na verdade, nós estamos cegos
Mas quando esperei em alguém perfeito eu vi o Seu reflexo em mim Sem defeito
E agora usa-me, vivifica-me! Vem terminar a Tua boa obra em mim!
Eu me entrego... Sem reservas eu me entrego, eu me entrego por completo
Eu posso fazer tempestades mesmo com o sol a pino, ponho todo o universo na linha quando eu rimo
Meus pecados crescerão enquanto eu alimentá-los! Pois demônios que eu crio, só eu posso calá-los
Por que minha mão que é curta para ajudar o infeliz se estica para julgar e lembrar o que a Bíblia diz?
Será que é de Deus o crente orar assim:
"Que a Lei seja sobre eles, e a graça sobre mim"?
Vitória sobre os inimigos! Inimigos são quem?
Se os cristãos não deviam querer o mal de ninguém
Se o único inimigo que a Bíblia aponta
Jesus venceu na cruz (me diz) com quem "cê" luta contra
Será que é seu vizinho? Será que é seu patrão? Será outro caminho? Outra religião? Não!
Você gosta de poder, cê gosta é de julgar! Tudo que você gosta o diabo tem pra te dar
Pois você quer aquilo que Jesus negou ao ser tentado, quer os reinos desse mundo,
Eu sei, você já tá prostrado
Se Deus perguntasse o que eu acho eu diria: Perdão, Senhor! Lúcifer refez a proposta e a gente aceitou
Se Cristo pedisse um conselho eu diria: Fica aí! A oferta que cê rejeitou, foi aceita por aqui
Se Deus perguntasse o que houve eu diria: Ouve aí! Os homens inventaram outro Cristo por aqui!
OBS: Não é só porque eu pirei (eu e um monte de gente) na primeira vez que ouvi essa música, nem porque Dani realmente conseguiu abrangir tanta qualidade de estilos diferentes num só cd. É porque a mensagem que essa música - e praticamente todo o álbum - traz falou demais comigo. Sobre a noção que eu devo ter da minha inferioridade e como isso afeta a visão que eu tenho do meu próximo.
Misericórdia, Senhor!
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quinta-feira, 26 de junho de 2014
Tic.
Dia desses me olhei no espelho e, além da maquiagem borrada, reparei num relógio estranho que marcava um tempo descompassado. Sem números e com ponteiros demais, marcava e remarcava o tempo de uma forma quase incompreensível. Alguns ponteiros eram de movimento quase imperceptível; outros mal se podiam controlar. E em meio a tantas voltas, o zumbido do relógio tilintava num som familiar. O som vinha de mim. No lugar do "tic-tac", o "tum tum" do coração.Me peguei notando pequenos detalhes. Como, apesar de aparentemente novo, estava gasto e corroído. Parecia ter sofrido algumas quedas, haviam alguns arranhões, mas ainda era um aparelho admirável. Por um tempo pensei que houvesse saído do futuro, já que nunca havia visto nada igual... mas não. Seu tempo era o de agora, mas sua órbita era improvável. Não era possível programar uma rotina através dele, como se faz com relógios comuns. Seu descompasso o tornava imprevisível. Provavelmente marcava apenas a hora do inesperado.Enquanto olhava, me vieram à mente as sensações ruins que meu peito carregava. A tristeza de sonhos não realizados, o lamentar das falsas expectativas, o arrependimento e dores de cicatrizes que ainda doiam. Senti o peso dos meus pecados. Me veio o amargor de pensar que não vivi como deveria... que gastei minha tão recente juventude pensando em coisas que não me realizavam. O relógio pareceu correr mais rápido. Me veio o medo de que se quebrasse, de que parasse de repente e o tempo acabasse.Num ímpeto, fechei os olhos. Família. Amor. Amigos, mesmo que poucos. Misericórdia de um Deus. Senti parte do peso ceder e cheguei a sorrir. Trabalho, me garantia ter o pouco que tinha. O suficiente. Irmãos, mesmo sem laço sanguíneo. Amor. Amor... lembrar do amor que tenho guardado no peito era o que fazia meu coração se acalmar. E o relógio, como numa dança, o acompanhava. E mesmo de olhos fechados, aos poucos podia sentir que seu descompasso ia fazendo cada vez mais sentido.Mas talvez eu tenha caído no sono.Ao abrir os olhos, não havia nada no espelho além de um reflexo raso.E o calor no peito me fez perceber que rasa assim também é a minha vida. Porque não posso prever o futuro que me espera, nem posso garantir quem chegará a alcançá-lo.
E o que eu sou no meio de tudo isso?
Talvez seja o som do relógio que bate.
Talvez o cruzar de ponteiros inexplicáveis.
De uma coisa eu sei.
Sou pelo compasso de um Relojoeiro que me traz sentido.
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quarta-feira, 14 de maio de 2014
O amor que a gente sabe.
Talvez o fato mais curioso seja tanta gente questionar "que tipo de namoro é o nosso".Porque, apesar de discretos, nos declaramos um ao outro todos os dias. Sempre. E tantas vezes.Nossas palavras sempre foram simples, mas cheias de carinho. E pra quê mais?Nós dois sabemos o peso das nossas promessas. Mais do que juras de amor, são o nosso compromisso. Um com o outro.E eu não perdi a mania de te contar todos os segredos e confessar todos os problemas. Graças a Deus, você também não.E, para mim, nossa cumplicidade vai gerando esse amor genuíno que afasta pra longe as tais sombras de dúvida.Te conhecendo bem, eu te aprendo. Aprendo a entender como você é, e fortalecer o meu amor.Aprendo a te amar sabendo seus defeitos, suas manias, teimosias e chatices.E depois desses anos, você continua sendo diferente de todos os outros caras que eu já conheci.Não, não é pelas qualidades que talvez você imagine... é porque quando eu achava que estava sozinha, descobri você ao meu lado. Você era o único.Bom, quanto a mim, eu sei bem que não é todo mundo que me suporta... mas parece mesmo que você descobriu como equalizar meus defeitos direitinho.Você que já aprendeu a reconhecer meu tom de voz, meu olhar e até mesmo a forma como me posiciono.Você que me acrescenta, me edifica, me questiona, e me desperta,quasetodos os dias.Meu desejo? Te fazer feliz, do tanto que você me faz.Do tanto que sempre me fez, desde o bendito dia em que nos tornamos amigos.E Deus sempre fez tudo assim, direitinho.E Ele sabe bem do que estamos falando.Você é o meu presente.Porque mesmo já tendo te dito tudo isso tantas outras vezes em tantos outros textos de amor, cada palavra me parece cada vez mais atual, nova. Como se tivesse que ser assim, renovado a cada dia.Sou melhor contigo, gordo.Eu te amo.
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terça-feira, 13 de maio de 2014
Caixa de Entrada (1)
Tem dias em que tudo o que a gente quer é abrir a caixa de email e encontrar uma mensagem nova.Qualquer coisa além das propagandas automáticas e as rotinas chatas do trabalho.Alguma coisa que me desperte, por 2 segundos, 2 minutos, 2 horas...Alguma coisa que me vire de ponta cabeça, mais uma vez. Ou que, sem que eu ainda perceba a necessidade, coloque as coisas de volta no lugar.Tem dias em que a gente precisa atualizar a página e descobrir que tem uma postagem nova.Com uma novidade animadora, com um texto inspirador, com uma descoberta oculta que amedronte um pouco - só um pouco.Ai, esses dias que tudo o que eu espero é um 'sms' curtinho me chamando no celular.Uma lembrança, brincadeira, demonstração de carinho, aquela palavra particular que só eu entendo.Mas nesses dias, geralmente, o mundo é mudo.Nada me espera, nada me busca, nada me desajusta ou me encaixa.Nas páginas meladas de tédio, eu procuro alguma coisa a ser dita... e me emudeço também.Engraçado como a gente é reflexo do mundo que reflete a gente.Porque meu anseio, lá no fundo, é a minha vontade de ser novidade na vida de alguém.E nem precisa ser alguém novo.É a voz da minha saudade, do meu carinho, da minha vontade de voltar a ficar junto, mesmo que distante.Mas e ai, o que eu faço?Sou eu o email, a postagem, a mensagem, sou eu o meu amor?Poxa, que vida chata.Quem dera eu ansear por mais.
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sábado, 10 de maio de 2014
Mal interno.
Era mais um dia comum. Rotinas comuns. Sorrisos comuns.
E nas primeiras horas eu sequer me lembrava de sua infeliz existencia. Não me lembrava que as atitudes de um passado próximo lhe convocariam para o meu presente. E como saber? Você não avisa, simplesmente vem.
Foi assim, nessa sua mania de me atingir dum jeito inesperado, que as palpitações acusaram que você havia chegado. A inquietude me remoia por dentro, e o meu rosto tentava manifestar uma velha tranquilidade que não existia. E por mais que eu resistisse, que eu me negasse, que eu te evitasse, em minutos me levantei em função do seu pedido.
No nosso lugar secreto, me deixei levar. E, surpreendentemente, vi se esvair de mim toda a agonia, todo o peso. E ainda que o sofrimento me aflingisse, a dor era necessária.
Meus braços cederam, minhas pernas tremiam, e aos poucos perdia as forças.
E ao fim de tudo, quando enfim você se foi, me restou o vazio.
O vazio que eu precisava.
Nos olhos, se encontrava de volta a antiga paisagem.
Na mente, uma amnésia proposital.
Mas no ar sua marca ainda ardia latente.
Até o dia em que resolva voltar.
E esta é a história sobre quando eu comi demais na noite anterior e sofri com a diarreia severa do dia seguinte... é complicado, viu?!
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sábado, 29 de março de 2014
Sociedade do Medo.
O seu único desejo, era viver, crescer e descobrir o que o futuro traria por si só.
Mas não seria uma simples questão de respirar e seguir em frente. Porque a civilização se tornou o lar de uma sobrevivência absurda, sem o minimo direito de resistência. Sem o direito de se enxergar numa guerra. Sem o direito de se defender ou recuar.
Ao olhar à tv, ou para a janela de casa, recebe na cara um terrorismo que parece distante e, ao mesmo tempo, perto demais.
Então você se esquece, acorda pela manhã, pensa positivo - "essas coisas não aconteceriam comigo" - e... você não precisa sair de casa. Porque não há lugar seguro. Não momento propício.
Ao esperar alguém do lado de fora, a loucura de alguém não lhe permitiu uma escolha.
Ao chorar em uma situação assustadora, sequer o clamor de sua mãe impediu que um ato absurdo o calasse.
Ao sair para encontrar amigos, a cegueira infernal de um infeliz tirou dela grande parte de sua dignidade e privacidade.
E a culpa de quem? Por causa de quem? E fazer o quê?
Sei que somos alvos ambulantes, quase esperando ser atingidos. E a troco de quê?
Estatísticas dramáticas que te consomem e te reduzem a nada.
E se não esperar em Deus, esperar em quem?
Misericórdia.
E luto.
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