terça-feira, 27 de março de 2012

Post Flash - Vai passar.




"Uma história conta sobre um jovem rei inconstante. Diante das vitórias ficava alegre em extremo e até desprezava os demais. Porém, como é comum, logo apareciam as dificuldades e as derrotas, que o deixavam arrasado. Sua vida era cheia de altos e baixos. Não podendo mais continuar assim, chamou seus conselheiros e deu-lhes  uma tarefa. Pediu que trabalhassem  em busca de uma frase para escrever em sua coroa lembrando-lhe que não deveria se exaltar nas vitórias nem se desesperar nas derrotas, pois desejava ser mais sensato e moderado. Trabalharam muito, mas não conseguiram  atender ao pedido até que alguém se lembrou de um ancião, dos ex-conselheiros do pai do rei, e foi buscá-lo. Este, com sua experiencia dos muitos anos, declarou ao rei: A frase que o senhor procura é simples, são apenas duas palavras. Coloque-as em sua coroa, mas grave-as também em seu coração. Escreva apenas: Vai passar!"

Extraido do "Pão Diário" (Autor Desconhecido)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dá!



"Santo Deus... o Snoop me entende!"
kkkkkkkkk'

domingo, 25 de março de 2012

Eu não sei na verdade quem eu sou.

Era só uma garota até pouco tempo atrás... e continua sendo.
Uma garotinha que não tem exata noção do que vê pela frente.
Pequena que se acha grande, convencida de uma esperteza que sabe que não tem.
Mente pra si mesma.
Mas ela sonha, e faz dos sonhos uma realidade - seja isso um fato ou não.
E de repente, ela se envolve com coisas que nem conhece. Coisas que não entende, que sequer percebe.
De repente não se vê mais como antes.
As coisas começam a mudar, mesmo que aos poucos.
Convicções se derrubam.
Prioridades parecem perder o posto.
Os sentimentos afloram e se confundem.

Ela... ela não tem certeza se consegue ser feliz sendo um novo alguém.
Apesar das certezas desfeitas, novas certezas não são mais tão fáceis de serem construídas...

Confusão. Choro. Riso. Riso.
Dor.

E agora?

sábado, 24 de março de 2012

O Verbo no Infinito


Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Vinícius de Moraes

sexta-feira, 23 de março de 2012

Como dizia o poeta...


"Como dizia o poeta 
Quem já passou por essa vida e não viveu 
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu 
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu 
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não 
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão 
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir 
Eu francamente já não quero nem saber 
De quem não vai porque tem medo de sofrer 
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão 
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não"


Vinícius de Morais


OBS: AI AI, Vinicius... ai ai.

Lições Sonoras - Certas Coisas (Lulu Santos)




Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

OBS: Marjorie Estiano é muito, muito, muito linda. Só isso. E a música? Noss...

quinta-feira, 22 de março de 2012

É pra ouvir... I Will Always Love You (Whitney Houston)



"I hope life treats you kind 
 And I hope you'll have
 All you've dreamed of 
 And I wished you joy 
 And happiness 
 But above all this... I wish you love" 

 ♪♫



OBS: Não é tipo homenagem póstuma, nem nada... é só que, tipo, é muito lindo! 

quarta-feira, 21 de março de 2012

"Eu Te Amo"


- 1. Frase que, quando dita com seriedade, indica a predisposição do locutor a viver o resto de seus dias dedicando-se a chatear, perturbar, alegrar e animar a vida daquele a que a frase se refere. 2. Sempre desperta sorrisos e bons momentos para quem a ouve com sinceridade.

Aplicação: "- Você tem noção do quanto é insuportável?
                  - Deve ser porque te amo."




OBS: É, tag nova.

terça-feira, 20 de março de 2012

Lições Sonoras - Paciência (Lenine)



Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

A vida não pára!...
A vida é tão rara!...

OBS: Acho que não preciso explicar porque é uma das Lições Sonoras... muito bom, muito certo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Outra História [2]



[Continuação] 

Ela era uma caloura, absolutamente ansiosa. Mal sabia como havia passado no vestibular e não tinha a mínima ideia se aquele curso era o que realmente queria - mas estava ali. Por pressão dos pais, familiares, amigos ou do universo, quem quer que fosse, enfim estava ali. Carregava o caderno na mão com pouca convicção, enquanto observava todos os outros que passavam sem nota-la. Deu um suspiro aliviado e seguiu em frente. Não ser notada era justamente o que precisava. Ao encontrar sua sala, sentou-se numa das primeiras carteiras e aguardou. Os colegas, o professor, o inicio da primeira aula, o fim. Tudo tão rápido e tão demorado. No meio tempo entre isso tudo, sorriu, conversou com algumas pessoas próximas e sorriu mais uma vez. Enquanto ia para casa pensou que não seria tão diferente assim. Seguiu.
No dia seguinte se permitiu passar uns minutos na cantina. Era um bom lugar aquele, numa uma boa faculdade e ainda tinha boas previsões para o futuro (aquelas absolutamente incertas, mas que acontecem dentro da gente). De repente, olhou para o lado e notou que alguém a olhava. Poderia haver momento mais tenso que aquele? Ok, talvez ele não se aproximasse. Engraçado, mas não sentia medo. Só não queria ter que dispensar um cara. E como isso acontecia com mais frequência atualmente. Alguns anos atrás, no ensino médio, não atrairia olhares dos rapazes da escola a menos que resolvesse aderir à moda da melancia na cabeça. Talvez tivesse se acostumado a isso, não se sabe. Sabe-se apenas que com os anos passou a receber mais cantadas e a chamar mais atenção dos outros. Não que ela tivesse se esforçado em mudar alguma coisa. Mas enfim, aconteceu.
O rapaz se levantou e seguiu em direção a ela, como temia. Começou a ficar nervosa. Ele era bonito, ok, mas era apenas seu segundo dia de aula. Não houve tempo nem para uma habituação ao espaço, ou alguma coisa do tipo. Ela coçou a cabeça nervosamente e se virou de lado. Ele continuou vindo até que... passou direto. Parou para conversar com outra garota encostada no balcão. “Ótimo!” pensou. Levantou-se e tratou de ir o mais rapidamente possível para sala. Ainda não era boa ideia circular por ai sozinha.
Ao fim das aulas do segundo dia Teresa já tinha feito maiores avanços nos relacionamentos com seus colegas e durante o resto da semana conseguiu chegar ao ponto de ter com quem inspecionar o espaço. Mal se lembrava do garoto da cantina (então por que essa questão de ressaltar o fato?) e estava começando a ficar contente com o curso que as coisas estavam tomando. Melhor do que o esperado, satisfatoriamente. 
Então, na terceira ou quarta semana – ninguém se lembra ao certo – enquanto lia um livro que fora solicitado na aula da semana anterior, sentada num dos bancos espalhados pelo pátio, um rapaz se aproximou e sentou-se ao lado sem falar nada. Teresa olhou rapidamente enquanto dizia “boa noite” quase que por reflexo. 
- Oi, boa noite! - respondeu ele. Ele, o cara da cantina - Caloura da turma no terceiro corredor, certo?
Ela demorou um pouco para responder, mas sorriu (por educação) 
- Acho que sim...
- Prazer, Elton! – e estendeu a mão.
- Ah, meu nome... Teresa – era estranho conversar com aquele cara, mas apertou a mão dele educadamente. Sempre por educação.
- Tenho te visto por esses dias... Não, não ache estranho. Conheço boa parte dessa faculdade. E olhe que não tenho nem um ano de casa!
“Isso é uma piada?” pensou Teresa. Ela riu, de qualquer forma.
- Bom, não saio muito da sala, eu acho.
- É, coisas de calouro! Isso acaba mudando com o tempo... mas o que faz aqui sozinha?
“Não é possível que ele não tenha visto o livro...” pensou novamente. Ah, se o cara soubesse as ótimas respostas que ela tinha em mente para acabar logo com aquilo.
- Estudando – então resolveu ser um pouco mais sincera, por educação talvez - Ou tentando. As terminologias ainda são difíceis, mas acho que estou conseguindo aos poucos.
- Hum... – disse Elton enquanto analisava a capa do livro – É um bom autor, mas acho que você iria preferir um outro que usei no começo do curso... é mais prático. Afinal, é só o começo, ainda dá pra deixar a parte chata para depois.
- Obrigada, mas foi referencia do professor e...
- Você vai aprender a não ouvir tanto os professores – interrompeu enquanto procurava alguma coisa na mochila – Achei! Com licença.
Pegou uma caneta e anotou no caderno de Teresa nome e autor do livro que tinha dito antes – Tem na biblioteca, pode conferir. Então sorriu ("hum, sorriso bonito...") como que se despedindo sem muitas palavras, levantou-se e saiu acenando com uma das mãos.
- Ah, ok... – definitivamente ele não era normal.