domingo, 7 de outubro de 2012

Possibilidades.




E não é?! Ai ai... deixa eu quieta.

Aliás, eu já comentei que eu AMO o Calvin?! kkk'

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Lições Sonoras - Muito Mais Mineiro (João Alexandre)


 
Essa terra fez brotar em mim uma paixão
Dessas que jamais tem fim
De repente descobri que tenho uma coração
Muito mais mineiro batendo dentro de mim

Minas, por trás do monte
Minas, um belo horizonte
Minas, só pra te amar "três corações"
Minas, mineiros, minérios
Minas, mistura, mistérios
Minas, meu queijo, meu doce, meu algo mais...
Meu grande amor
Minas Gerais


Pois quem te conhece não esquece jamais, Oh Minas Gerais..

OBS: Só porque saí de lá tão cedinho não significa que não me reconheço como mineira... o sou, e muito, MUITO feliz. Terra boa, de gente bonita, saudável, com um excelente acesso à educação (ponto fortíssimo) e linda... muito muito muito linda! No fim das contas o mar tão longe passa despercebido. Minas revela mistérios através de suas matas e dos olhares de sua gente.
Etâ saudade, meu Deus!

Lições Sonoras - Salvador da Bahia (João Alexandre)





Basta um sorriso baiano pra gente entender
O por quê do Brasil ter nascido primeiro aqui nesse lugar...

Basta um tempeiro baiano pra gente
provar o sabor desse povo que ri da tristeza ao invés de chorar...

Capoeira, ganzá, berimbau, vatapá e acarajé.
Jorge Amado, Zumbi, Castro Alves, Caetano e Caribé...

Do outro lado do mundo vem gente pra ver
Como é que é esse tal de "Sorria, Você está na Bahia, meu Rei!"

Que a graça de Deus te embale!
Que Água da vida te regue de amor!
Que o Santo dos santos te dê sua paz!
Bahia, que o Mestre Jesus seja o teu Salvador!

Basta um sorriso e um tempero baiano pra gente entender... o que é que a Bahia tem !

OBS: Mas tá. Tenho sangue baiano nas veias e sotaque de Feira/Aracaju/Palmares na boca. Então sejamos justos e honestos: eu amo essa terra! kkkkk' João GÊNIO Alexandre expressando toda a minha alegria.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Namorados

 
 
 
[...] porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uam névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira: Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça."
Carlos Drummond de Andrade
 
 
OBS: É claro que eu não sei porque me mandaram esse texto (cof cof)... Mas quem resiste a Drummond?! kkkkkk' E eu acho que preencho todos os requisitos! KKKKKKKKKKKKKKKKK'
O trechinho dedico aos meu colegas solteiros... mas quem está amando, se faça o favor de procurar e ler o texto completo. É uma delícia (não precisa colocar tudo em prática, mas ainda assim! kkkkkkkk) ! :D

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

É pra ouvir... nas Margens de Mim (OTM)


 
[...]
Eu quis prestar atenção
Tudo o que é menor, mais lento e baldio
Deixo o rio passar tão voraz, veloz
Me deixo ficar...
[...]
Me recolhi, fiquei só
Até florescer
Desapego e raiz, improviso e razão
Canto pra colher, agora e aqui
 
De qualquer maneira parte em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples

Difícil mesmo é ser...

OBS: a) a letra é mesmo linda, a música é uma delicia, e eu ainda sinto que é verdade; b) no aquecimento pro dia 13. o/

terça-feira, 2 de outubro de 2012

"Apenas" palavras.

 
 Não há muito o que falar... mas desta vez sou eu mesma quem digo, sem fantasias ou disfarces.
Mais uma vez, aqui, falo de mim pra mim.
Porque já não posso me esconder da verdade que se mostrou como tal: tenho poder em minhas palavras.
Elas que se disfarçam de simplicidade e acaso, mas são capazes de dominar o mundo.
E quanto a isso não invoco algum misticismo ou surrealidade. Já foram registradas - em tantos textos, em minhas memórias e em meu coração - todas as provas necessárias.
As palavras tem poder imprecatório. Assinam os termos mais sérios de responsabilidade, aqueles em que o compromisso firmado vai além das plenas convenções burocráticas, aqueles em que a convicção vem da própria consciencia. Ao se dar a voz à dor, ao sentimento, ao canto, ao desespero, ele se expõe e pulsa como ferida inerte.
E ao mesmo tempo que vibra, se consolida. Ao mesmo tempo que jorra, se torna real.
 
 Através delas construiram a história.
Guerras foram declaradas, insinuações feitas e planos destruidos.
Delas se extrairam a única chance de paz. Delas se fez o grupo, a sociedade e a nação.
 
E pensar que reprimí-las traria algum efeito é mera ilusão.
Se os pensamentos regem nossas ações, é a partir dos mesmos que elas afloram.
 
Me lembro das malditas palavras impensadas que me tiraram a chance do que acabei por desejar naquele futuro próximo.
Lembro das palavras que me recusei a dizer, e as que, mesmo dizendo, me feriram tanto por dentro.
Lembro das lágrimas que muitas delas traduziram. Lembro do sussuro, e da dor.
 
E ainda assim me lembro do sorriso. Das bobagens e desafinos, que me trouxeram os bons e eternos momentos passageiros.
Lembro das frases sérias, cheias de sentido, que expressaram todo o meu amor. O suficiente para sequer houvesse a necessidade de se repetissem.
Lembro das poesias que entoei apenas entre olhares.
Das decisões tomadas e das retificações feitas.
Da escolha que revirou o meu rumo, e me deu um novo sentido.
A palavra que me retornou ao alvo.
 
E desde antes de mim, quando ainda nada havia. Houve uma voz, uma palavra e assim se fez.
E dentre todas as palavras que formaram o mundo e transformaram vidas, eis que estou hoje aqui.
Me achando digna de dizê-las, sem o mínimo pudor ou cuidado.

Palavras.
 
E quem ainda penso ser para ousar dissipá-las?
Responsável pelo que sou, mas principalmente pelo que digo (ou não).
E será que há sabedoria suficiente para isso?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Observando os Ponteiros - por Marvim Mota

           "Tic Tac... Barulho insuportável.
             Existe aquele momento em que não há nada a se fazer... Na verdade, é pior, não se pode fazer nada. Nenhuma ação efetuada possibilitará uma mudança minimamente boa. Daí sem nada a fazer, a gente espera. Pensando bem, sempre vivemos em espera... Esperando "um algo", um "não sei o que", um "por vir".
             Eu particularmente não aprecio a espera. Sim, sou um imediatista miseravel, esperando a mudança dessa caracteristica. Sim, porque a espera não é opcional, ela vem de bonus no pacote.
Esperando que a chuva passe, esperando o fim do mes, esperando o amigo atrasado, esperando o poema perfeito, esperando o ônibus chegar, esperando dias melhores. Esperando o fim da espera...
             Mas o que fazer para distrair-nos nos tediosos momentos de espera? Bom, visto que sou um imediatista assumido não me considero a melhor pessoa para aconselhar quanto a isso. Mas como sou autor deste texto, me arriscarei. Acredito que o melhor passatempo é OBSERVAR... melhor, admirar os momentos que passam durante a espera, os detalhes, aqueles singelos... a moça bonita mas sem nome, que tenta desesperadamente abrir o guarda-chuva na garoa, como se sua vida dependesse daquilo... os olhares trocados entre os amigos, com centenas de frases ocultas ali, apenas esperando para serem desvendadas... o movimento lento da senhora que atravessa a rua, como se o tempo já lhe fosse um velho amigo que lhe confia segredos sobre a pressa...O farfalhar dançante das folhas das árvores tentando nos dizer algo, como uma piada antiga a muito esquecida... Observar a vida e seus detalhes, pois no fim de tudo, são eles que darão sentido a historia, quando a espera terminar... Enquanto isso, esperemos... Tic Tac."
 
Marvim Mota
 
OBS: Paciência e perseverança são frutos do espírito. Ok... então que as situações da vida me ensinem a frutificar. Amém! kkkk'

E o texto é do blog do autor, claro: Joga na Gaveta.
 
 
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

...

 


Não subestime a minha história.

Apesar de não ver mais em mim a humilhação, a miséria e a fome, saiba que as vivi (e vi) como marcas e como vida.
Já vesti todos os falsos sorrisos e trajei todas as pesadas máscaras.
Experimentei de todas as mais bonitas, encantadoras...
as que por dentro cravavam espinhos profundos.
E ainda menina, aprendi a sorrir enquanto tinha vontade de chorar.
 
Mas também aprendi a olhar os pontos positivos.
A engolir a seco os desaforos, filtrar as críticas e  limitar as emoções.
Limitar ou fingi-las, de acordo com o que fosse necessário.
Enquanto me esforcei para agradar todos os olhares, fui apontada pelos que se julgavam capazes.
Deboche. Desdem. Vergonha.
Só não me era permitido abaixar o rosto.
Permaneci intacta, muda e intocável.
As pressões já haviam se tornado relativas a muito tempo.
Aquele ser inanimado e perfeito deveria ser eu.
E no fim consegui toda a satisfação alheia que importava. Muito bem.
Já devia poder ser feliz... mas não.
Haviam marcas, havia escuridão, havia vácuo.

Porque depois de toda a rigidez, senti vontade de sentir alguma vez... vontade de ser eu.
E de repente, como numa explosão, a última crítica não atingiu o alvo correto.
Aquela que deveria suportar e sorrir, cerrou os pulsos e gritou.

Não foi um grito de independencia, e sim de dor.
Me afundei no poço que minha alma se tornara, justamente quando achava que não precisaria mais fingir ou sofrer.
E toda a miséria por qual já tinha passado não era nada diante daquilo...
Perdi o chão. Não encontrava a razão e nem mesmo o falso riso.
E ainda assim, me escondi. Não precisava quebrar a imagem perfeitamente emoldurada que havia construido durante tantos anos.
Mas as rachaduras já estavam expostas.

O tempo passou, e eu me quebrei.
Da surdez o silencio, e o meu mundo caiu.

Não me subestime.
Do passado tão próximo ainda existe o talento de ser assim, como insiste em me ver.
Ainda estou recuperando os cacos, ainda cortando e remendando as feridas.
Mas agora floresce a convicção.
Já possuo o poder de ser eu mesma, mesmo que seja somente um terço de todo ele.
Aqui já existe um coração que fala, sente e grita.
Então me deixe sentir, me deixe viver.

Porque os materiais mais frágeis também são os que se transformam mais facilmente.

[Autor que prefere ser Desconhecido]

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Belo belo


Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.

Manuel Bandeira

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Teoria dos Sentimentos Gasosos


            Originalmente elaborada por um inestimável cientista desconhecido, a fantástica "Teoria dos Sentimentos Gasosos" consiste em comprovar (não consistentemente, claro) a ideia que se faz dos insistentes sentimentos sem explicação e/ou sentido.
          Aplica-se a ela o exemplo - inúmeras vezes observado e comprovado - do momento de apresentação a alguém e/ou algo que inicialmente não fazia parte do habitual círculo de amigos ou reconhecidos. Considerando-se que haja uma empatia instantânea, podemos analisar o embasamento para que a mesma aconteça (todas as considerações sobre vidas passadas e todo esse blá blá blá que os humanos inventam serão absolutamente desconsiderados, mas com todo o respeito).
                 Não havendo tempo suficiente para o compartilhamento de experiências, tal empatia não pode se basear em fatos concretos. Logo, você não gosta da pessoa e/ou objeto por ele ser legal, uma vez que ainda não pode ter certeza disso.
                 Considerando o primeiro fato, poderia então ocorrer no momento uma empatia subjetiva, onde a mesma seria sustentada por ideias pré-achadas. Tais ideias consistem em considerações sem fundamento algum e na grande maioria das vezes não passam de mera ilusão, uma vez que o alvo da empatia não tem a obrigação de corresponder a tais expectativas.
                Portanto, ao se estabelecer que nenhum dos dois casos anteriores se aplicam à empatia emanada, constata-se então a existência de um "sentimento gasoso". Tal sentimento caracteriza-se por ser uma ocorrência inexplicável, mas de alguma forma real, que existe sem quê nem pra quê. Pode ser reconhecida como uma sensação boa, que vem como que pelo ar (por isso a expressão "gasoso") e transforma olhares, sentidos e emoções. Os que viveram a experiência dizem sentir absoluto carinho por pessoas que acabam de conhecer e que nunca viram antes na vida.
               É necessário alertar que a teoria aqui exposta em nada se compara à mundialmente conhecida "teoria do amor à primeira vista". As duas se diferenciam num ponto fundamental: o amor à primeira vista tem probabilidade infinitamente maior de se tornar em confusão com o passar do tempo, enquanto a empatia instantânea, apesar de inexplicável, não necessita necessariamente de reciprocidade, e, portanto, se torna isenta de embolações e ressentimentos.

Fonte: Um Cérebro pensante.
OBS: Estou tentando fazer um teste para me tornar uma pesquisadora de campo do Guia dos Mochileiros das Galaxias... será que consigo entrar?!