quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um segundo.


            Seria impossível um contato real. Estávamos em ônibus diferentes e a brechinha da janela não mostrava muita coisa além do suficiente. Mas, felizmente, aconteceu.
            Foi tudo muito rápido. Não é tão incomum assim cruzar olhares com outras pessoas por ai, mas ao vê-lo alguma coisa me fez continuar olhando. Ele era alto, tinha o cabelo bagunçado, mochila nas costas e fone no ouvido. Bonito sim, mas aparentemente tímido. Talvez por isso me surpreendi ao perceber que ainda retribuía o meu olhar. Mais do que isso, percebi que ele também me analisava.
            Comecei a achar a situação engraçada e sorri rapidamente. Em resposta ele tirou o fone e fez aquela expressão clássica, se perguntando claramente "de onde será que ela me conhece?". Nesse ponto até eu mesma já me perguntava se não o tinha visto antes. O jeito encabulado com que passava a mão no cabelo, tão pensativo, me divertia. Teria conversado com ele se pudesse. Mas então o barulho dos motores do ônibus mostrou o sinal de partida. 
            Tentei demonstrar um gesto de despedida e ele sorriu de canto, demonstrando o mesmo. Enquanto nos afastávamos continuamos nos olhando
            E desde então não nos vimos mais.

            Ainda me lembro dele. E fico pensando se chegou a procurar por mim entre seus contatos, na ilusão de que já tenhamos nos conhecido.
            Não, ele não vai me encontrar. 
            Mas vai lembrar como, mesmo sem dizer nenhuma palavra, ficamos amigos.

*Esse texto não tem necessariamente nenhuma relação com a realidade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

É pra ouvir... All Star.




♪♫
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All Star azul combina com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço?
O tom que eu canto as minhas músicas 
Para a tua voz parece exato...
♫♪


OBS: Claro que o nome já é bem atrativo. Mas essa música me faz sorrir, só isso. Sempre fico com cara de boba quando escuto. (Lado Romântico ON)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

HAHA.

Estou começando a achar que os sentimentos são mesmo palhacinhos internos que vivem brincando com a gente.
Alguns deles se fantasiam de intensidade, fazem o maior rebuliço e depois se mostram quase sem importância.
Pura covardia diante de quem ainda não aprendeu a distinguir... será que é possível?
Como saber se é verdade ou só mais uma cosquinha das milhares que ainda virão?
E será que alguns tipos de sentimentos podem ser eternos algum dia?!

Calma, ainda não desacreditei totalmente deles... talvez eles só não sejam da forma que penso que são.
Talvez, só talvez, o sentimento precise muito mais que um primeiro momento para sobreviver... 
Talvez sejam necessárias conquistas a cada momento, e cada vez que as decepções cheguem devastando boa parte do que se construiu, as velhas conquistas devem ser superadas.

Estranho é pensar que este é um plano falho. Viver de conquistas é muito arriscado.
E no final das contas, o que não é?!

Estranho mesmo é pensar que eu já vivo assim e não percebo. Tenho que ir além do passo inicial e aprender a amar o que tenho a cada dia...


Sendo assim, qualquer caminho teria a mesma probabilidade de dar certo ou errado?
...

Os palhacinhos da incerteza ainda vão me deixar louca.

OBS: Definitivamente odiava palhaços quando era pequena.

domingo, 13 de novembro de 2011

A Place In This World





"Eu não sei o que eu quero, então não me pergunte, porque eu ainda estou tentando entender isso. Não sei onde essa estrada vai dar, eu estou apenas andando tentando ver através da chuva que vem caindo… embora eu não seja a única quem se sente do jeito que eu me sinto, eu estou sozinha, comigo mesma. E tudo que eu sei eu serei forte, eu estarei errada, mas a vida continua. Eu sou apenas uma garota, tentando achar um lugar nesse mundo."

Taylor Swift 

OBS: Nunca gostei muito dela. Mas eu concordo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Post Flash - " "

Juro que pensar cansa.
Me questionar dói.
Principalmente quando eu me questiono porque ainda estou pensando naquilo.

Ridículo.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Crescendo.

Ah, quando eu crescer... quero ser grande!
Sim, não é brincadeira. Ser grande é tudo que eu quero.
Talvez em estatura, quem sabe até em poder, reconhecimento... mas principalmente, quero ser grande como pessoa!
É difícil, me avisaram, mas gosto de pensar que isso é fruto do meu esforço. Todos sabemos que vale a pena no final, mas nem sempre a perseverança é suficiente.

Mas ainda sendo grande, quero continuar pequena.
Uma criança de alma, de espírito. Vendo boas oportunidades até nos pequenos detalhes. Nunca perdendo a chance de ser feliz, e de sorrir só de ver chegando o moço do algodão doce.
Quero crescer lembrando daqueles que sempre serão maiores que eu, e tendo prazer em reconhecer isso.
Ser humilde sempre vai me trazer boas oportunidades de aprendizado - e isso não se pode desperdiçar. E tomara que um dia eu seja capaz de ensinar a mais alguém também...

Quero crescer olhando pro alto.
Para Aquele que me permite chegar onde devo chegar e me acompanha em todos os momentos. Dele eu não posso me esquecer nunca, não posso e nem quero.
Ele que me encaminha, e as vezes até me leva no colo.
E um dia, talvez, quando já me sentir grande o suficiente, eu olhe para baixo e veja que é somente Ele me erguendo com Seus braços.


"E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?"

Mt 6:27

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Palhaço



"Cada um faz o que sabe fazer. 
O gato bebe leite. 
O rato come queijo.
E eu, eu sou palhaço."



 O Palhaço - direção e  atuação (acho que roteiro também) de Selton Mello.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Post Flash - Ouça e sinta.






"Acorda!
Rock não é o que eu ouço.
Rock é o que eu sinto."


(eu não sei quem disse isso. Devia ter sido eu.)








OBS: Se fosse no Mundinho Trouxah, a tag seria "Pq deu vontade de postar... xD" kkkk'

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Diários de Viagem

Já fui parar no norte dos Estados Unidos, fronteira com o Canadá e conheci histórias muito loucas sobre umas criaturas estranhas que viviam por lá. Apesar de ser super secreto, tenho a sensação de que quase o mundo inteiro sabia. Pode não ter sido a viagem mais incrível... mas foi legal enquanto durou.

Falando em segredo, sei de outros que são praticamente invisíveis. Descobri quando, quase sem querer, fui parar na casa de um garoto que tinha poderes e nem sabia. E eu nem falo dos poderes que ele faz quando segura uma varinha, mas poderes que vão além da magia. Junto com ele descobri um outro universo que aparentemente vive aqui, pertinho do meu, mas que preferiu se reservar. Melhor do que as magias e as coisas legais que existem por lá, são as pessoas interessantes que a gente conhece. Algumas, alias, ficaram tão intimas que mesmo quando não tenho acesso diretamente, dão um jeitinho de vir até mim (não é, Luna?!). Mas esse garoto, Harry, se mete em cada situação tensa que acompanhar ele é sempre aventura. Claro que não tem como achar isso ruim. No final sempre dá tudo certo.

Mas continuando, me lembro também que tive uma ótima estadia em Beldingsville, só que há muito tempo... numa época em que os carros não era tão acessíveis e populares. Conheci uma garotinha incrível, filha de pastor como eu e com uma ideia positivista na cabeça que poucos resistiam em aceitar. Acompanhei suas dificuldades (graças à um acidente de automóvel - por ironia uma coisa que ela adorava - ela ficou sem poder andar por algum tempo) e seu crescimento, até se casar com um "tipão" bonito que conhecia desde criança. A visito com frequência... basta um pouco mais de tempo livre e lá estou eu novamente. Momentos deliciosos.

E o menininho que veio do nada e apareceu pra mim e para o aviador em pleno deserto do Saara! Que coisas lindas ele dizia... e era tão simples, tão fácil de entender. Suas palavras seriam capazes de tocar corações pelo mundo inteiro. E quer saber, quem disse que não tocaram?! Ele acabou indo embora, mas sempre tenho a chance de revê-lo novamente.

Ah... mas uma das melhores viagens foi a que me levou a um reino absolutamente diferente (e ao mesmo tempo com tantas coisas em comum) de onde vivo. Bem, para os garotos que tem um destino traçado para o que vão encontrar lá pode ser um pouco mais difícil chegar onde eu tenho acesso com a maior facilidade. Eles tem sempre que ter aneis verdes ou dourados, pular num lago, entrar num guarda-roupa ou simplesmente esperar que sejam chamados. Mas é sempre incrível. Um leão que significa muito, animais falantes, amigos incríveis, inimigos crueis, histórias que ensinam tão sutilmente que a gente quase não percebe. Os anos passam mas eu continuo voltando lá, e vou voltar muitas outras vezes, só porque sempre vale a pena, denovo e denovo.

E a pouco tempo atrás fui parar dentro de uma caixa de metal junto com um garoto estranho que nem sabia quem era. E mesmo quando a caixa se abre e ele se descobre num lugar absolutamente confuso as coisas ainda parecem que vão complicar cada vez mais. TENSO, muito tenso, mas divertido também. Eu nem gosto de lembrar, até porque eu não vou saber explicar direito... mas a história (que eu pensava que se esclareceria no final e só fez ficar ainda mais confusa) não terminou e eu ainda não sei o que vem pela frente.        De qualquer forma, eu é que não vou querer ficar sem saber.

Nossa, já fui a tantos lugares que lembrar de cada um com todos os detalhes fica difícil. O melhor é que posso dizer que vivi tudo isso sem nem sequer mexer muitos musculos além dos meus dedos.
Sempre achei a leitura a coisa mais incrível... principalmente aquela sem gravuras (apesar de quase todas virarem filme no fim das contas) que me faz criar um "filme" particular imaginário. Que não aprendeu a gostar nunca vai saber o que é isso... não vai saber o que é sentir que sabe tudo sobre certo assunto e nem como se apaixonar por alguém ou mesmo ter medo de uma coisa que você nunca viu antes.

Eu sei. E ainda vou saber muitas outras coisas, pode crer.


"Quem não lê, pouco fala, pouco escreve, pouco vê"

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Revendo

Já não sou mais a mesma de antes.




Não vejo as coisas do mesmo jeito e nem sinto mais... porque aprendi a sentir de outro modo.
Por mais que eu não perceba, ou que eu ignore, a minha mente não aceita mais as coisas que aceitava antes, pelo menos a parte menos relevante do antigo todo.
Mesmo assim não sei se posso chamar isso de amadurecimento. Continuo me achando bem "verde".
Ainda existem muitas coisas a mudar, a entender, a sentir... viver.

A verdade é que eu sempre quis saber sobre o meu futuro. Nunca consegui acertar nalguma previsão - incrível como tudo vira de cabeça pra baixo e se transforma - mas pelo menos tenho algumas certezas que o tempo me deu como garantia:

Ainda terei meus amigos, eles são os melhores do mundo e eu valorizo o que levei tanto tempo para encontrar;
Outros virão, e mesmo que não sejam (nunca) capazes de tomar o lugar dos antigos amigos, provavelmente me farão tão bem quanto eles;
Os amores genuínos da minha vida permanecerão intactos, talvez por que são correspondidos de igual forma ou até mais (tão lindo pensar que meus pais podem ser capazes de me amar ainda mais do que eu os amo!);
Se preocupar com coisas que eu não posso interferir é loucura, acontecerão da forma que tem que acontecer - porque "o que não foi, não é";
Momentos angustiantes, situações difíceis e todos os outros derivados podem até ganhar no cálculo de maior probabilidade, mas as coisas boas da vida sempre superam tudo - só preciso aprender a viver com mais amor (e eu preciso amadurecer isso sempre);
As minhas convicções só formam quem eu sou se eu decidir que isso é verdade, porque essa parte sim está sob o meu controle;

E quer saber, as dúvidas me levam a mais lugares que as certezas... mas se eu as busco, quero encontrá-las um dia (não vejo sentido no questionamento eterno). Posso não ser tão experiente, mas já encontrei algumas das minhas verdades absolutas, e não vou abrir mão delas.

No final das contas nem dá pra entender muita coisa.
Mas e quem disse que eu sei de tudo?

Ainda há tantos livros pra ler, pessoas para conhecer, questões para discutir, segundos de vida, eternidade de perfeição...