quinta-feira, 9 de maio de 2013

Encontro



Um nó, dois nós
Eu, mais um ou mais, um ser simplesmente
O eu poético do verdadeiro encontro
Nó, no plural, nós
Se o nó é na garganta e um de nós aflito
O outro sossegado, erudito, tem o antídoto
E assim, sucessiva, alternada
E alternativamente, amigos
Do saber, no lazer, no ócio e no labor
Buscando o equilíbrio, temperante
Dás-me que dou todo meu ser
Todo meu querer ser
Todo ouvido, havendo ouvido
E por seus conteúdos movido
Cada indivíduo vai e ver vir ávido dizer...
Conte comigo!
Práxis edificante


OBS: aquele pedacinho da música de Oficina, sabe?! Me apaixonei pelo que eu suponho que seja Pernambucano Locutor! kkkk'

terça-feira, 7 de maio de 2013

Enjoadinha


Controle em tentar entender que nada te satisfaz (nem o mais satisfatório) pelo simples fato de que, nesse momento, você perde o controle se se entregar aos seus hormônios.
E por toda a vontade de jogar tudo pro ar, você fecha os olhos, respira baixinho e lembra do que importa. De quem importa. E você importa.
E, ainda assim, ainda existem as malditas situações em que tudo importa muito pouco.
E se permitir abrir a boca, soltar o verbo, franzir a testa, fechar o tempo.
Sem nem ao menos sentir muito, se arrepender.

Mas você não é assim.

A situação que te faz.
Seu corpo sem controle te faz.
Sua intuição desregulada te leva... até onde?

Tenta lembrar de novo. Foco, espírito.
Porque é difícil, e as vezes fica ainda mais.
Ouvir sair de sua boca palavras que você sequer tem certeza de que se cumprirão.
Ouvir de sua mente aquilo tudo o que está por acontecer.

Respira, medita. Coloca a cabeça no lugar. Mas agora não.

Mas no fim tudo passa, tudo acaba. Você volta a si dando adeus às letrinhas insuportáveis...
TPM.



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Enjoadinho





Filhos...  Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos?  Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Vinícius de Moraes